Durante décadas, ciência e tecnologia foram vistas como territórios masculinos. Hoje, essa narrativa ganha novos protagonistas, mulheres que transformam desafios em conquistas e mostram que inovação também tem voz feminina. De acordo com o DataSebrae, o país tem 30,4 milhões de pessoas donas do seu negócio e, desse total, 10,4 milhões são mulheres, o crescimento é nítido já que, ainda conforme a pesquisa, o número de mulheres empreendedoras cresceu 33%.
E dentro dessa ascensão de mulheres no empreendedorismo, Weiky Carniello Viega é um exemplo. Com uma indústria de ciência e tecnologia voltada para produção de cosméticos naturais orgânicos e veganos, a empreendedora, que já morou e estudou na Inglaterra, apostou na sua cidade natal, Anápolis, para abrir o seu empreendimento e, depois de passar por todos os processos de licenças, há quase cinco anos, colocou seus produtos para comercialização.

O Sebrae entra nessa história desde o princípio do sonho. A ideia de montar uma indústria nesse sentido surgiu depois que sua mãe teve um câncer de língua. De acordo com dados da medicina, as pessoas que tem essa doença normalmente é porque fumam e bebem. “Só que minha mãe não fuma e nem bebe e tinha uma vida saudável. O médico então disse que uma possibilidade era que a causa do câncer da minha mãe ter sido causado por produtos de beleza que continham muito chumbo. Aqueles batons que foram uma febre nos anos 80 que vinha de um país vizinho e que ficava por muito tempo vermelho na boca, pode ser um exemplo. Diante dessa possibilidade pensei: ‘por que não desenvolver um produto natural?’. Daí começou o sonho da indústria Creio Lab. Assim que pensei em montar já procurei o Sebrae para ver qual o caminho que tinha que seguir”, explica Weiky.

Ainda conforme a empreendedora, foi o próprio Sebrae que a orientou a participar de uma incubadora dentro da universidade que estudava. “Nessa época fazia um mestrado de biotecnologia. Optei por ficar na Unievangélica, aqui em Anápolis, e montamos toda a empresa, dentro da universidade. Terminei meu mestrado e durante o período de incubação da indústria, montei as fórmulas dos meus produtos”, lembra.
Segundo a empreendedora, logo em seguida teve que montar a indústria, mas precisava de dinheiro. A saída foi buscar investimentos em editais de governo, como o Tecnova. A indústria é pequena, mas com esses editais consegui montar ela dentro das leis normativas e hoje, depois de cinco anos, tenho todas as autorizações que uma indústria precisa”, comemora. E foi no insight de buscar um produto diferenciado no mercado que Weiky decidiu confeccionar seus produtos do Cerrado.

“Comecei a fazer cosméticos com pequi, baru, entre outros. E pude perceber que os clientes estrangeiros davam muito mais valor no Cerrado do que nós mesmos brasileiros. Aí veio a necessidade de criar cada vez mais produtos com insumos naturais do bioma e mostrar que eles possuem diversas propriedades para cosmetologia e para a farmacologia. Então desenvolvemos o batom de baru. Temos também uma pomada para a dor muscular muito boa com o pequi, mas que não possui o cheiro do fruto”, brinca Weiky.
Nesses cinco anos de caminhada surgiram as empresas Creio Laboratório de Cosméticos, Pequi Power e Tonton Glow, que após conseguir todas as licenças para comercialização, começaram a vender os produtos há quatro meses. E foi entre incubadoras, editais e reconhecimento do seu trabalho por meio de premiações, que Weiky percebeu a força do seu produto. “Apesar de começar sem muito capital, a empresa tem recebido reconhecimento, incluindo prêmios do Hub Cerrado e o do Sebrae Mulheres de Negócios. Esses prêmios são um gás para a gente. Falo assim porque esse prêmio é para toda a minha equipe”, comemora.

Quando questionada sobre a importância do Sebrae para os pequenos empreendedores, Weiky destaca todo o suporte da instituição. “O Sebrae é a mãe que pega na mão e leva. O empreender é muito solitário. Quando você empreende numa coisa nova, que é ciência, tecnologia, você não sabe para onde você vai, porque é uma startup. Nós aqui somos uma biotech. Estamos caminhando em mares incertos. Ou seja, a gente vai testando esse produto que ninguém conhece. Trabalhamos assim e vamos andando. E o que o Sebrae faz? A cabeça da gente é um rabisco e o Sebrae nos direciona. Então ele pega esses pensamentos e no direciona e mostra qual o melhor caminho. Ele nos direciona para alcançarmos nossos sonhos”.
Weiky encerra sua entrevista já pensando em desenvolver cosméticos com nanotecnologia e falando para os novos empreendedores não desistirem e acreditarem no seu potencial. “Quando comecei muita gente falou que eu não tinha idade para um investimento desse porte, que não teria mercado no interior de Goiás. Mas é a cabeça da gente que tem que desvincular disso. Se você tem um produto e acredita no potencial dele, invista, busque conhecimento e empreenda. Às vezes uma dificuldade à sua volta pode gerar um grande negócio”, finaliza.

E nesses projetos e novos sonhos que Weiky descreve, foi no final de outubro que a empreendedora se emocionou com uma nova premiação, agora em nível nacional. Ela conquistou a terceiro lugar na etapa nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, na categoria Ciência e Tecnologia com sua indústria. Ela já havia vencido a etapa estadual em Goiás.
A empreendedora afirma estar muito feliz e ter conseguido mais visibilidade com a iniciativa. “Não posso deixar de frisar a visibilidade que essa premiação me proporcionou abrindo portas e gerando oportunidades de contatos. Atribuo essa vitória à luta e força das mulheres e dedico esse prêmio a todas que me apoiaram”, diz.
SERVIÇO:
Instagram: @pequi_power @creiobeauty @tontonglow
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INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106
Na Regional Oeste | São Luís de Montes Belos: Agência Entremeios Comunicação / Carla Gomes – (64) 99900-8603
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