Uma ideia simples, com material acessível para todos e a criatividade da juventude tem feito a diferença no Colégio Estadual de Período Integral (Cepi) de Aplicação, em Iporá, no Oeste Goiano. Desde 2024 um grupo de estudantes desenvolve um projeto de reutilização de água que tem feito a diferença na comunidade escolar. O reaproveitamento da água do bebedouro, da escovação e do ar-condicionado, com a filtragem natural, faz a limpeza da escola e otimiza a irrigação das verduras e legumes, que se tornaram autossustentáveis na merenda da escola.
A iniciativa já teve reconhecimento nacional e estadual com a classificação para a Liga Steam na etapa nacional, em 2024. Já no ano seguinte, a turma conquistou a terceira colocação no prêmio Educador Transformador na etapa estadual na categoria Inclusão e Sustentabilidade. Para 2026 querem alçar novos voos e já pensam em se inscrever no Desafio Liga Jovem, do Sebrae.

“Quando começamos o projeto não imaginávamos a dimensão que ele tomaria. Percebemos esse problema da falta de água e energia em Iporá e decidimos implementar esse sistema de captação na escola para otimizar essa questão”, ressalta a estudante Sophia Rarumy, que afirma nunca imaginar como a iniciativa poderia repercutir positivamente na escola e ser exemplo de projeto inovador.

E é com orgulho que a professora e orientadora dos alunos na iniciativa, Hellen Xavier da Silva, destaca como os alunos se empenharam em desenvolver uma proposta para melhorar a rotina da comunidade escolar. “Eles tinham que pensar qual o problema estava vivenciando e buscar uma solução para isso. Na época, estávamos com um problema muito grave de falta de água e energia, e eles tiveram a ideia de reaproveitar a água do bebedouro. Eles planejaram, estruturaram tudo e começaram a executar”, diz.
Hellen diz que sempre foi focada em inovar na escola, e que sua participação no programa JEPP (Jovens Empreendedores Primeiros Passos), do Sebrae, deu o estímulo necessário para isso. “Trabalhava o passo a passo do JEPP com crianças do primeiro ano. Fizemos todas as etapas, e no final foi realizada a Feira Empreendedora. Teve ano que vendemos sabonetes, outro, velas, e até chazinhos. O resultado foi muito interessante, e tinha alunos que saíam da feira pensando o que eles poderiam fazer para vender. Então eles já começam a pensar de uma forma diferente, mais autônomo. Eles passam a ser mais protagonistas”, disse.
E os alunos não param de querer alçar novos voos e agora pretendem ampliar o projeto de sustentabilidade um pouco mais. Além de tentar parcerias para colocar uma placa solar no sistema e possibilitar a irrigação automática da horta, eles pretendem desenvolver outra iniciativa com a plantação de mudas do Cerrado para serem distribuídas e plantadas em locais para preservação das nascentes e da flora nativa. “Todo ano inovamos com algum ponto dentro do nosso projeto e, em 2026, trabalharemos a preservação da flora e a automação da plantação da nossa horta por meio da robótica e da energia solar”, comemora a professora.
Com uma visão empreendedora, os estudantes descobriram que nem todo planejamento cabe no orçamento e é necessário fazer adequações, mas sem perder o objetivo inicial do projeto. “Nosso dinheiro não dava para fazer tudo, a gente teve que adaptar. Mas pensamos em todas as etapas, até a parte de execução. Depois que planejamos e estruturamos começamos a executar”, explica a estudante Sophia.

A diretora da escola, Nilza Vaz dos Santos, acredita muito na educação transformadora, e crê que esse projeto é um reflexo desse ideal. “O projeto surgiu com uma fragilidade que foi apresentada aqui na escola, essa ideia brotou da cabecinha deles e nós resolvemos comprar essa iniciativa. Agora estamos lucrando com a implementação do projeto na escola no que diz respeito à conscientização e preservação do meio ambiente. E o mais interessante é que o projeto atende a toda a escola e está servindo de estímulo para os outros estudantes”, pontua.
Entre entrevistas e apresentação do projeto, os alunos mostraram que fizeram a diferença pela orientação da professora Hellen, já que esses jovens foram finalistas no Prêmio Educador Transformador. Uma inspiração para que mais educadores, assim como fez a professora Hellen, se inspirem, inscrevam seus projetos e deem visibilidade para ações como essas envolvendo os estudantes e impactando comunidades.

Os analistas do Sebrae Goiás Áquila Queiroz e Elenimar Borges estiveram na escola no princípio de abril para conhecer in loco o projeto e aproveitaram para conceder uma entrevista para a rádio web da escola sobre as iniciativas e prêmios do Sebrae que incentivam o empreendedorismo nas escolas de Goiás.
O Educador Transformador e outros programas do Sebrae demonstraram que são grandes oportunidades para professores, alunos e toda a escola e comunidade mostrarem suas ideias inovadoras e que impactam na comunidade que vivem. O destaque do Cepi de Aplicação é o incentivo para que o Oeste Goiano se projete ainda mais em nível estadual e nacional nessas iniciativas inspiradoras.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106
Na Regional Oeste | São Luís de Montes Belos: Agência Entremeios Comunicação / Carla Gomes – (64) 99900-8603
Acesse aqui o Site do Sebrae Goiás.
Siga-nos em nossas redes sociais: Instagram, Facebook, YouTube e LinkedIn

