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Empreendedorismo Jovem

Artigo publicado no jornal O Popular
Por Antônio Carlos de Souza Lima Neto*
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Toda geração encontra uma forma própria de construir o futuro. Houve um tempo em que o caminho profissional era relativamente previsível: estudar, conquistar um emprego, acumular experiência e, somente depois, pensar em abrir um negócio. Para centenas de milhares de jovens, essa lógica mudou. Hoje, empreender deixou de ser o último passo da carreira para se tornar, muitas vezes, o primeiro.

Essa mudança ajuda a explicar um movimento que ganha força. Dados de estudo desenvolvido pelo Sebrae Goiás demonstram que o estado reúne cerca de 162 mil jovens empreendedores entre 14 e 29 anos. Mais do que um dado estatístico, esse contingente revela uma geração que associa o empreendedorismo à autonomia, à realização pessoal, à inovação e ao desejo de transformar boas ideias em oportunidades.

A pesquisa mostra uma juventude que assume responsabilidades cada vez mais cedo, amplia sua participação na economia e vem aumentando sua capacidade de geração de renda. Também evidencia um desafio importante: transformar potencial em negócios sustentáveis, inovadores e formalizados.

Há uma razão para isso. Nunca foi tão possível transformar conhecimento em negócio. As tecnologias digitais, a inteligência artificial, o comércio eletrônico e as novas formas de comunicação reduziram distâncias, ampliaram mercados e democratizaram o acesso a ferramentas que, há poucos anos, estavam restritas às grandes empresas. O tamanho do negócio deixou de ser o principal fator de sucesso. Cada vez mais, o que faz diferença é a capacidade de aprender, adaptar-se e inovar.

É justamente nesse ponto que o papel das instituições de apoio ao empreendedorismo se torna estratégico. Mais do que oferecer capacitações, é preciso criar ambientes que conectem jovens a conhecimento, inovação, tecnologia e oportunidades. Esse compromisso orienta iniciativas do Sebrae Goiás como o GO! JOVEM e o Desafio Liga Jovem, o apoio a eventos como a Campus Party e ações conjuntas voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo inovador como o Desafio AgroStartup. O objetivo é preparar jovens para competir em uma economia baseada cada vez mais no conhecimento.

Os desafios ainda são relevantes. Ainda há muita informalidade e muitos negócios administrados pelos jovens enfrentam limitações de gestão, crédito e acesso à inovação. Mas os avanços registrados nos últimos anos mostram que essa geração está construindo uma nova cultura empreendedora, mais conectada, colaborativa e preparada para lidar com mudanças.

A história econômica de um estado também é escrita pelas escolhas de sua juventude. O cenário mostra que grandes ciclos de transformação podem se iniciar por quem decidiu não esperar o futuro acontecer, mas participar da sua construção.

Quando um jovem decide empreender, ele cria renda para sua família, movimenta cadeias produtivas, gera empregos e inspira outras pessoas a fazerem o mesmo. Investir nesse potencial, como faz o Sebrae Goiás, é fortalecer nossa competitividade hoje e ampliar possibilidades de desenvolvimento para as próximas décadas.

*Antônio Carlos de Souza Lima Neto é Diretor Superintendente do Sebrae Goiás

Leia o artigo no jornal O Popular: https://opopular.com.br/opiniao/artigos/empreendedorismo-jovem-1.3451451

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