A Feira de Brechós de Anápolis chega à quarta edição em 2026 como uma grande vitrine da moda sustentável, segmento que vem se fortalecendo no município graças ao apoio do Sebrae Goiás. O evento acontece em um novo espaço, o estacionamento da Câmara Municipal, reunindo 38 expositores ao longo de três dias (24, 25 e 26 de setembro). Mais do que a comercialização de roupas e acessórios, a Feira de Brechós promove conexões, troca de experiências e oportunidades entre marcas, expositores e consumidores. Outro objetivo é ampliar a conscientização sobre a moda circular, o consumo consciente e a reutilização de peças.

Ewerton Costa, analista da Regional Centro-Leste do Sebrae Goiás, conta que a feira faz parte de um projeto que dura o ano todo ligado à moda regional, que em Anápolis trabalha a moda circular com 15 brechós. O propósito é contribuir para a gestão dos negócios através de capacitações que são demandadas pelas proprietárias dos estabelecimentos.
“E essa feira é o reflexo dos resultados alcançados com esse projeto, pois aqui temos empresas expondo, vendendo e gerando essa visibilidade para esse tipo de negócio”, explica Ewerton. A reunião de brechós em um único espaço, em um dos bairros mais movimentados de Anápolis, centro comercial de grande importância para a região, também ajuda a desmistificar a moda circular para um público maior.
“As pessoas têm um pouco desse entendimento equivocado que brechó é aquele que vende peças sujas ou estragadas, mas não é o caso. Tem todo um trabalho por trás de curadoria dessas peças, de higieniza-las e entrega-las em perfeitas condições de uso”, ressalta o analista do Sebrae.
Brechó é tendência em um mundo com pessoas cada vez mais em busca de hábitos sustentáveis. Já são cerca de 118 mil estabelecimentos do tipo ativos no país, um crescimento de 31% em cinco anos, com movimentação de R$ 24 bilhões somente em 2025.
Moda sustentável é o presente
Uma das organizadoras da feira, a empreendedora Fabi Moreira, do Seu Brechó, diz que a moda sustentável não é o futuro, mas o presente do setor. Além de ressignificar uma roupa que alguém já utilizou, ela conta que os brechós também trabalham com peças de outlet, geralmente paradas em estoques de lojas.

Segundo Fabi, a realização da feira representa a presença de um público diferente do dia a dia, que passa a conhecer o negócio, garantindo a formação de nova clientela. A empreendedora ressalta que o projeto encabeçado pelo Sebrae significa não somente a oportunidade de qualificação, mas principalmente de mudança na imagem que alguns tem da moda circular.
O imóvel onde funciona o brechó de Fabi também tem o Nobre e o Café Dondé. É o Coletivo de Brechós, uma maneira encontrada para que os negócios sejam fortalecidos. E a partir desse viés de engrandecimento de uma cadeia produtiva, afirma a empreendedora, o apoio do Sebrae tem sido fundamental.
“As pessoas que não usavam peças de brechó, que tinham certo preconceito, porque ainda tem muitas pessoas que têm, a gente conseguiu tanto fazer com que passe a consumir quanto também ser fornecedora. Eu falo que o Sebrae nos faz sermos vistas de uma forma profissional, abrindo portas e nos ajudando a crescer, já que temos esse projeto o ano inteiro, com muitos cursos e treinamentos”, revela Fabi.
Exposição para públicos diferentes
Graziella Ferraz de Lima é proprietária do Um Breshopp. Ela começou a empreender após a pandemia, inicialmente em uma sala pequena e hoje tem uma loja maior e estruturada no Bairro Jundiaí. Ela também acredita que a exposição proporcionada pela feira representa ser vista por um público diferente.

Graziella conta que a moda circular tem ganhado adesão principalmente da geração mais nova, conscientes da importância da sustentabilidade e, claro, visando economizar, mesmo adquirindo peças exclusivas. “Estamos saindo do fast fashion (moda rápida), que é aquela coisa que está todo mundo usando, e realmente oferecendo uma moda que traz personalidade”, explica.
Ao lado da sócia Suellen Tatiane, Ayla Caroline participa da feira com o Peça Rara Brechó, uma franquia que exemplifica a profissionalização do setor – a marca já tem 130 lojas no país. Ela reforça que o consumo da moda circular também passa pelos preços praticados.
“Eu acredito que existe o interesse em adquirir uma peça com valor mais acessível, além desse reaproveitamento de boas roupas. Eu jamais compraria uma peça de marca pelo valor praticado em uma loja, eu não tenho condições, mas o brechó me dá essa oportunidade por um preço mais acessível”, ressalta Ayla.
Moda infantil também marca presença

Um dos pontos fortes do segmento de brechós é a moda infantil. Ingrid Borges, que ao lado de Larissa Gomes fundou o Bendito Brechó, conta que o seu ramo “literalmente nunca para”. “A criança sempre cresce, sempre precisa de roupa e assim, quando uma criança está crescendo, lá na ponta já tem outras nascendo”, ressalta Ingrid.
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106
Na Regional Centro-Leste | Anápolis: Agência Entremeios Comunicação / Leidiana Batista – (62) 9862-66155
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