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Artistas goianos brilham com troféus e joias artesanais no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios

As cinco primeiras colocadas em cada categoria da premiação receberam peças que contam histórias e celebram a cultura goiana
Por Adrianne Vitoreli, de Goiânia
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O Prêmio Sebrae Mulher de Negócios em Goiás repercute não apenas pelo reconhecimento de histórias inspiradoras e de sucesso de mulheres empreendedoras, mas também trouxe à cena o talento de artistas e joalheiros goianos que tiveram a oportunidade de celebrar a arte e a cultura local. Cada troféu e cada joia entregue carregaram consigo a força de uma tradição e a inovação de artistas que transformam matéria-prima em símbolos de esperança e reconhecimento.

Troféus para as três mulheres primeiras colocadas no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios (Foto Silvio Simões/Entremeios Comunicação)

As três primeiras colocadas receberam troféus exclusivos criados por Maicon Soares, escultor que integra o Projeto Sebrae de Artesanato de Goiás. Desde 2015, Maicon, juntamente com a esposa Andreia Caetano, arquiteta e urbanista que é produtora cultural, esposa e sócia, trabalham com o conceito de ressignificar metais diversos, criando esculturas sustentáveis pela técnica da Upcycle Art.

Para ele, produzir os troféus foi uma responsabilidade e uma honra. “Cada peça deixa minha oficina e passa a fazer parte da história de outra pessoa. Isso é muito especial.” Maicon ressalta que a responsabilidade foi grande, porque aquele troféu representa um momento importante na vida de alguém.

“São mulheres que estão sendo reconhecidas pelo trabalho delas, e fiquei muito feliz de poder fazer parte disso através da minha arte. Quero que as pessoas olhem para a peça, tenham curiosidade e queiram saber quem fez, como foi feita, de onde veio. Para um artista, isso já abre muitas portas.”

As esculturas de Maicon já foram exportadas para países como Espanha, República Dominicana, Portugal e Estados Unidos. Desde 2022 ele tem peças na Loja de Artesanato do Sebrae na CASACOR Goiânia (Foto Arquivo Pessoal)

O artista foi um dos selecionados em Goiás e participou da Expo Favela Innovation Brasil, em São Paulo, em 2024. Ele já vendeu mais de 2 mil esculturas e participou de diversas exposições individuais. Maicon já executou dois monumentos em praças públicas em Aparecida de Goiânia, um deles o Dom Quixote e o Sancho Pança, que está localizado na Praça da Espanha, na Vila São Tomaz. As esculturas de Maicon já foram exportadas para países como Espanha, República Dominicana, Portugal e Estados Unidos. Desde 2022 ele tem peças na Loja de Artesanato do Sebrae na CASACOR Goiânia.

As demais finalistas receberam joias artesanais que carregam a identidade da Prata de Pirenópolis, reconhecida por sua indicação geográfica e tradição cultural. Os segundos lugares receberam o Colar Mostera, criado pelo joalheiro artesão Luiz Triers, da Galeria Colonial, que há 12 anos atua na joalheria intuitiva e representa a terceira geração de artesãos da cidade.

Os segundos lugares receberam o Colar Mostera, criado pelo joalheiro artesão Luiz Triers, da Galeria Colonial, que há 12 anos atua na joalheria intuitiva e representa a terceira geração de artesãos da cidade (Foto Maria Clara/Divulgação)

Luiz conhece a prata em Pirenópolis desde criança. Acompanhava os primos que trabalhavam com joia, mas não entendia ainda aquele universo. Só em 2014 que, de fato, ele começou a trabalhar com outro artesão na cidade. “São muitos anos que trabalho com joias em prata e o Sebrae foi fundamental nesse processo de reconhecimento das joias como indicação geográfica de procedência”, explica. De acordo com Luiz, o selo trouxe uma clareza do trabalho porque nem os artesãos joalheiros entendiam porque que era diferenciada.

“Quando montamos o dossiê da IG, entendemos as etapas de fabricação, aprendemos a historiografia da prata e começamos a olhar para nós mesmos com outros olhos. Ter uma joia feita pelas minhas mãos, entregue para o segundo lugar do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios é a certeza do resultado de um trabalho longínquo, que não vem só das minhas mãos, mas que atravessa gerações”, enfatizou Luiz.

Já o joalheiro Walisthene da Rocha Oliveira, da Tenim Joias, foi responsável por três criações que marcaram o prêmio: o Bracelete Veredas (inspirado nos caminhos d’água e na vegetação típica do Cerrado) para as terceiras colocadas, o Bracelete Raízes (que valoriza pedras brutas e naturais) para as quartas colocadas e o Anel Flor do Cerrado para as quintas colocadas.

Com 22 anos de carreira, Walisthene vê na prata e nas pedras brutas a possibilidade de contar histórias da terra e da cultura goiana. Para ele, produzir peças para mulheres de destaque é motivo de felicidade e também de reconhecimento. “Entrei tarde para a profissão, apesar de ter convivido durante muitos anos com filhos de artesãos alternativos, que chegaram há muito tempo na cidade. Depois de estudar e trabalhar em Brasília, percebi que queria trabalhar como autônomo e voltei para Pirenópolis e aprendi com os amigos a arte na prata.”

Joalheiro Walisthene da Rocha Oliveira, da Tenim Joias, foi responsável por três criações: o Bracelete Veredas, para as terceiras colocadas, o Bracelete Raízes, para as quartas colocadas e o Anel Flor do Cerrado para as quintas colocadas (Fotos Arquivo Pessoal)

Há nove anos, ele exporta suas peças para Londres. São quatro coleções, a maioria feitas com pedras brutas, especialmente as piritas (composto por ferro e enxofre (FeS₂), famoso pelo seu brilho metálico intenso e cor amarelo-dourada) e águas marinhas (pedra preciosa que possui tons que variam do azul-claro ao azul-esverdeados). Também trabalha com pedras naturais e modelos como meia-cana (design com perfil abaulado, arredondado na parte externa e base reta ou levemente curva na parte interna), que são bastante vendidos.

O joalheiro faz parte da Associação Cultural e Ecológica dos Artesãos em Prata de Pirenópolis (ACEAPP) desde a formação, em 2019, e atualmente é membro da diretoria. Ele participou de todo o processo pelo selo de Indicação Geográfica (IG) de Procedência pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que significa que a Prata de Pirenópolis foi reconhecida como centro de produção, e tem a proteção legal contra a concorrência desleal e o uso indevido do nome geográfico, agrega valor ao produto e aumenta a competitividade no mercado nacional e internacional.

O selo da IG, para Whalisthene, trouxe não só para os artesãos, quanto para o município, o sentimento de pertencimento tão importante para a continuidade do trabalho de dezenas de colegas

Para Walisthene, a Prata de Pirenópolis mereceu ter o selo IG, e isso agrega valor e credibilidade ao trabalho e impulsiona para outros mercados. Luiz Triez, que também faz parte da ACEAPP, complementa que a IG trouxe não só para os artesãos, quanto para o município, o sentimento de pertencimento tão importante para a continuidade do trabalho de dezenas de colegas; para que os jovens queiram dar continuidade e que o produto ganhe cada vez mais espaço no mundo das joias.

SERVIÇO

Instagram:

Maicon Soares – @maiconsoares_escultor

Luiz Tries – @galeriacolonialjoalheria

Walisthene da Rocha Oliveira – @teninjoias_prata

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106

Na Regional Central | Goiânia: Agência Entremeios Comunicação / Adrianne Vitoreli – (62) 98144-2178

Acesse aqui o Site do Sebrae Goiás.

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