O avanço da energia solar no Brasil, os desafios regulatórios e as novas tecnologias que devem transformar o setor nos próximos anos foram debatidos nesta terça-feira (24), durante evento realizado pelo Sebrae Goiás, em Goiânia. A iniciativa faz parte do programa Sebrae Energia e marca a primeira edição do Solar Talk de 2026. A iniciativa reuniu cerca de 90 participantes, entre empresários, engenheiros e profissionais do segmento fotovoltaico.
Segundo o gestor do Sebrae Energia, Jefferson Rodrigues Paes, o objetivo do encontro foi preparar o mercado para um novo momento do setor. “O mercado está mudando. Está mais regulado, mais exigente e mais competitivo. Não dá mais para cometer os mesmos erros do passado. As empresas precisam se capacitar para continuar no jogo”, destacou.

Durante a abertura, os diretores do Sebrae Goiás, Antônio Carlos de Souza Lima Neto (superintendente), Marcelo Lessa Medeiros Bezerra (técnico) e João Carlos Gouveia (administrativo e financeiro) reforçaram o papel da instituição no fortalecimento dos pequenos negócios e destacou a importância do setor para o desenvolvimento sustentável do estado.
“O Sebrae existe por causa dos empreendedores. Nosso papel é orientar, capacitar e caminhar junto com vocês nesse processo de crescimento, especialmente em um mercado cada vez mais regulado”, afirmou Antônio Carlos.
Tarifa, armazenamento e segurança
Um dos destaques do encontro foi a análise das tendências de mercado para 2026, apresentada por Luís Santiago, representante da HDT, braço comercial da Huawei no Brasil. Entre os pontos de atenção está o aumento da tarifa FIO-B, que deve subir de 45% para 60%, impactando diretamente o setor.
Diante desse cenário, ganham força os sistemas de armazenamento de energia (BES), considerados uma das principais apostas do mercado. “Hoje temos excesso de produção durante o dia e falta de consumo à noite. Sem armazenamento, essa energia é desperdiçada. As baterias permitem guardar essa energia e utilizá-la no horário de ponta, quando a tarifa é mais cara”, explicou.

Ele também destacou uma nova geração de células fotovoltaicas em desenvolvimento, com potencial de elevar a eficiência dos painéis de cerca de 23% para até 33%, com previsão de maior presença no mercado a partir de 2027.
Outro tema central do evento foi a segurança nas instalações. O tenente Barreto apresentou a normativa 44 do Corpo de Bombeiros, que estabelece diretrizes específicas para sistemas fotovoltaicos.
Com o crescimento acelerado do setor, aumentam também os riscos associados a instalações inadequadas. “Não estamos falando só de incêndio. Há riscos de choque elétrico, falhas estruturais e até colapso da cobertura quando não há dimensionamento correto”, alertou.

Erros de instalação
Além da regulação, o evento trouxe um alerta importante sobre falhas recorrentes nas instalações. Conhecido como “Mascarado do Solar da Depressão”, um especialista do setor destacou que erros técnicos ainda são comuns em todo o país, especialmente diante da expansão acelerada do mercado.
“Muitos sistemas, que deveriam durar cerca de 25 anos, apresentam problemas graves em três ou quatro anos, muitas vezes por instalação incorreta ou projetos fora das normas”, afirmou.
Segundo ele, a chamada “guerra de preços” tem contribuído para esse cenário, com empresas oferecendo soluções mais baratas, mas sem qualidade adequada. “O barato pode sair muito caro. Nosso objetivo é justamente conscientizar o mercado sobre esses riscos”, pontuou.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106
Na Regional Central | Goiânia: Agência Entremeios Comunicação / Adrianne Vitoreli – (62) 98144-2178
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