Empresários, especialistas e lideranças do setor solar participaram na manhã desta quinta-feira, 13, do Solar Talk – Horizonte Solar 2026, que aconteceu no auditório da sede do Sebrae Goiás, em Goiânia. O encontro marcou o encerramento do ciclo anual de atividades do Programa Sebrae Energia, com a consolidação dos avanços de 2025 do grupo e tendências comerciais, mudanças regulatórias e estratégias de investimento em um cenário marcado por transformações econômicas e jurídicas. Goiás ocupa atualmente o 6º lugar no ranking nacional de geração de energia solar.
Com foco em pequenos negócios da cadeia solar e demais atores do ecossistema, a programação incluiu palestras sobre gestão comercial, planejamento setorial e um painel técnico-econômico, com informações para que os empreendedores do setor tenham um 2026 mais competitivo, inovador e sustentável.

O diretor Administrativo Financeiro do Sebrae Goiás, João Carlos Gouveia, prestigiou o Solar Talk, destacou a importância do conhecimento para que as empresas possam ter cada vez melhores resultados. Gouveia reforçou o compromisso do Sebrae com o fortalecimento da energia solar em Goiás. “Os pequenos negócios geram emprego e impulsionam a economia. Destaco aqui o trabalho de toda a equipe do Sebrae Energia que durante todo o ano promoveu ações para tratar sobre assuntos de interesse do segmento”, ressaltou.
Durante a abertura, o coordenador do Sebrae Energia Jefferson Rodrigues Paes salientou que os empresários do setor precisam se preparar para o próximo ano, que será desafiador para o segmento. “Nosso objetivo com os talks e outras ações que desenvolvemos ao longo deste ano foi o de fomentar a capacitação dos pequenos negócios e dos empresários para a necessidade de planejamento estratégico e adaptação às novas regras do setor elétrico”, afirmou. Jefferson adiantou que está em desenvolvimento um estudo robusto sobre energias renováveis em Goiás, feito pela Unidade de Gestão Estratégica (UGE) do Sebrae, com lançamento previsto para o início de 2026.

Estratégias de Verndas e Gestão Comercial
Pedro Vasconcelos, do Instituto Solar, do Ceará, referência nacional em vendas e comercialização no setor solar foi o primeiro palestrante da manhã. Ele abordou sobre estratégias de vendas e gestão comercial no segmento. Ele destacou que a venda é uma ciência e que os empreendedores precisam entender a jornada do cliente e oferecer soluções para necessidades reais.

Para os empresários de Micro e Pequenas Empresas (MPEs), Pedro recomendou buscar apoio em cursos e mentorias, especialmente no Sebrae, participar de eventos e treinamentos, e colocar o conhecimento em prática. O especialista trouxe insights sobre estratégias comerciais e de relacionamento com o cliente, baseados nos anos de experiência que possui e no aprendizado que buscou para melhorar a sua performance. “Eu diria que é um dever, uma obrigação os empreendedores do segmento participar de eventos como esse, de momentos de conexão, absorver conhecimento, conteúdo, mas principalmente de ter força de colocar em prática. E nos sentimos mais confiantes quando a gente tem alguém do nosso lado para ajudar nessa jornada”, frisou.
Perspectivas e Planejamento do Setor Solar para 2026
A advogada Bárbara Rubim, da Bright Strategies, especialista em regulação, atua junto ao Senado e lidera debates sobre normalização do setor. Durante a palestra com tema Perspectivas e planejamento do Setor Solar para 2026, ela apresentou um panorama das recentes alterações regulatórias, incluindo mudanças tarifárias e novos encargos que impactam diretamente a viabilidade dos projetos solares. A especialista explicou sobre o Painel de viabilidade em relação aos tipos de investimento (usinas, vendas residenciais e corporativas) e projeções financeiras.
“Estamos encerrando o ano com muitas mudanças no cenário regulatório, nas regras para o setor elétrico, não só para a geração distribuída, mas para o setor elétrico como um todo. Essas mudanças impactam diretamente a energia solar. Há a perspectiva, por exemplo, de ter uma nova estrutura de tarifa que traz uma consequência para a conta de luz. Foi criado alguns encargos, que também mudam a dinâmica do setor. Discutindo sobre essas questões podemos entender o que esperar para o ano que vem e como o setor pode se preparar”, analisou.

De acordo com Bárbara, tem um movimento acontecendo dentro do setor elétrico de maneira geral, mas o setor não está acabando, mas ficando mais complexo. “Com os juros mais alto, a venda de uma solução de energia solar vai exigir mais planejamento, mais conhecimento e capacitação do integrador e sugeriu que a venda consultiva será essencial para manter a competitividade nos próximos anos. As empresas terão que preparar o caixa para esse período em que essas decisões sejam tomadas, implementadas e que eles consigam atuar nesse novo formato, o que abre oportunidades para vender mais serviços para esse consumidor”, explica.
A especialista avalia que Goiás é um estado que se diferenciou bastante, sobretudo dentro do centro-oeste, pelas políticas de incentivo à energia solar, o programa Goiás Solar, a isenção do ICMS, e esses são fatores que sempre auxiliaram muito o crescimento do estado. “O mercado está amadurecendo, está se consolidando. Algumas empresas vão sair do mercado, é normal, não é exclusivo da energia solar, mas as que ficarem vão ficar com outro patamar de serviço. Mais robusto, sem a realidade atual que promove a desqualificação da mão de obra, de serviço, de preço”, finalizou.
Viabilidades Técnico-econômicas no Setor Solar
O painel sobre viabilidade técnico-econômica contou com a mediação de Rafael Takasugi, especialista em Negócios de Energia (Sora Energies) e a participação de George Gustavo, gestor do Programa Conexão Financeira do Sebrae Goiás e Edmárcio Júnior, especialista em investimentos e fundador da EDX Capital.
A discussão foi centrada na viabilidade econômica da energia solar em Goiás, considerando os indicadores econômicos e como eles afetam os projetos de geração solar. Em relação às transformações do mercado e a reforma do setor elétrico em andamento, os painelistas acreditam no surgimento de novos modelos de negócios, enquanto outros, já saturados, tendem a desaparecer.

Para George Gustavo, o acesso ao crédito em segmentos com imprevisibilidade futura é um risco. Ele destacou o planejamento financeiro, incluindo fluxo de caixa e projeções de investimento como ações importantes para os empreendedores do segmento. Outro desafio que George Gustavo mencionou foi o histórico financeiro insuficiente, falta de score alto e ausência de demonstrações financeiras. “Em Goiás, a cada 10 CNPJ, apenas dois possuem score acima de 600. Uma solução, seria buscar crédito com um fundo de aval para facilitar o para quem não possui garantias”, lembrou o gestor do Programa Conexão Financeira.
Edmárcio Júnior ressaltou que os principais desafios para projetos solares em 2026, sçao a inflação, os juros e o cenário macroeconômico, além das regulamentações do setor. O comportamento do consumidor em relação à oferta e a demanda podem trazer impacto. “Apesar da instabilidade regulatória, há segurança sólida para projetos tradicionais de geração própria (painéis em residências e empresas), que continuam sendo altamente vantajosos. Ele cita ainda como benefício a energia como ativo financeiro. “A inflação energética projetada (8%) para o ano que vem supera a inflação geral (4%), o que reforça a atratividade do investimento”.
Energia Solar e o Programa Empreender
Durante o Solar Talk – Horizonte Solar 2026, a consultora Tihaná Hirata de Souza, do programa Empreender da Confederação das Federações das Associações Comerciais do Brasil (CACB) e Sebrae em Goiânia, destacou a importância da organização coletiva para o fortalecimento do setor de energia solar. Segundo ela, o programa, que há 25 anos atua na formação de núcleos setoriais entre empresas de um mesmo segmento, está agora voltado para os desafios específicos da cadeia solar, como questões regulatórias, qualidade de atendimento e padronização de produtos.

“Estamos estruturando um núcleo setorial para que essas empresas possam, juntas, identificar gargalos e construir um planejamento estratégico até 2026. A ideia é implantar selos de qualidade, estabelecer padrões de atendimento e contribuir para uma regulamentação mais clara, o que trará mais segurança ao consumidor e impulsionará o crescimento do setor”, afirmou Tihaná.
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106
Na Regional Central | Goiânia: Agência Entremeios Comunicação / Adrianne Vitoreli – (62) 98144-2178
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