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Goiás movimenta R$ 2,3 bilhões em carne suína com oportunidade de expansão no mercado global

Estudo setorial do Sebrae mostra desafios e possibilidades para pequenos negócios no setor
Por Izabela Carvalho, de Goiânia
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O estudo setorial “Suinocultura em Goiás – Perspectivas e Desafios”, elaborado pela Unidade de Gestão Estratégica (UGE) do Sebrae Goiás, aponta que mercado internacional de carne suína, com projeção para atingir cerca de 10,1 milhões de toneladas, conforme dados de 2025, pode representar importante oportunidade para a produção goiana. Apesar de acumular um rebanho de cerca de 1,55 milhão de animais e movimentar cerca de R$ 2,3 bilhões em 2025, o estado ainda responde por uma parcela reduzida das exportações nacionais, o que evidencia o potencial de expansão internacional.

O documento é direcionado a produtores de suínos, empreendedores do setor agroindustrial, técnicos, consultores, estudantes e pesquisadores, bem como a gestores públicos e demais interessados na suinocultura. Ao reunir informações sobre mercado, produção, tendências e desafios, o material busca apoiar a tomada de decisão, estimular a reflexão estratégica e servir como referência para ações de capacitação, planejamento e formulação de políticas voltadas ao desenvolvimento do setor.

Os dados mostram que Goiás é o sétimo maior produtor nacional, com destaque para o município de Rio Verde, na região Sudoeste, que concentra 29% de todo o rebanho estadual. “Para que Goiás maximize seu potencial, é imperativo enfrentar desafios estruturais como a escassez de mão de obra qualificada, os elevados custos dos insumos e a necessidade de reduzir a dependência de destinos específicos de exportação, como Singapura, que atualmente representa mais da metade da exportação goiana de suínos”, avalia Polyanna Marques Cardoso, analista da UGE, autora do estudo.

Para o coordenador do Polo Sebrae Agro, Douglas Paranahyba, o relatório demonstra que a internacionalização é um dos caminhos para incrementar o setor no estado. “A produção nacional suporta a crescente demanda interna, e em Goiás os dados sinalizam que, para pensarmos no avanço da atividade, precisaremos também pensar em avanços na exportação”, afirma.

Os dois técnicos lembram que a participação dos produtores em feiras, eventos e encontros do setor é fundamental para a atualização profissional e para a ampliação do acesso a mercados. Esses espaços permitem o contato direto com novas tecnologias, tendências produtivas e oportunidades comerciais, além de favorecer o networking com agroindústrias, compradores, fornecedores e instituições de apoio.

“Além disso, a continuidade e expansão de ações de marketing e a desmistificação de preconceitos históricos sobre a carne suína são fundamentais para consolidar o produto como uma proteína saudável e versátil na mesa do consumidor”, diz Polyanna.

O estudo destaca que o cenário global é impulsionado pelo crescimento populacional e pelo aumento da renda média, especialmente em países em desenvolvimento, com tendência de elevação da demanda por proteína animal, sendo que a carne suína já se consolidou como a segunda mais consumida no mundo, atrás apenas da carne de aves.

A perspectiva representa uma oportunidade para estados produtores como Goiás, que já possui vantagens competitivas importantes como a disponibilidade de grãos utilizados como ração para alimentação animal e a posição estratégica como polo logístico para distribuição no território nacional. “Os estados do Sul ainda lideram a produção e as exportações, mas Goiás tem condições de avançar nessa cadeia produtiva, principalmente pela sua base de insumos e localização”, explica Douglas.

Para ele, o principal desafio apontado pelo relatório está na estruturação do mercado, e o crescimento da produção precisa estar alinhado à definição prévia de canais de comercialização. “Antes de incentivarmos ou impulsionarmos o número de rebanho e de matrizes no próprio estado de Goiás, temos que pensar para onde essa carne será escoada”, destaca.

De acordo com Douglas, embora Goiás já exporte para mercados como Singapura e Vietnã, ainda enfrenta limitações estruturais para ampliar sua presença internacional. Uma delas é a necessidade de ampliar o número de frigoríficos com certificação do Serviço de Inspeção Federal (SIF), exigência para exportação. Atualmente a operação com habilitação internacional está concentrada, o que reduz a capacidade de processamento de suínos oriundos de pequenos e médios produtores para o comércio exterior.

Ainda conforme o estudo, a agregação de valor é uma oportunidade, com predominância de produtos in natura nas exportações. Contudo, na visão de Douglas, a carne suína, mesmo exportada in natura, já é uma importante fonte de agregação de valor dos grãos produzidos em Goiás, que são utilizados como ração para os animais.

Apesar de um cenário internacional competitivo, com grandes concorrentes como Estados Unidos, Canadá e países europeus, o relatório aponta que há espaço para expansão, em especial nos mercados emergentes. “Talvez aqui na América do Sul possamos desenvolver importantes parceiros comerciais para absorver nossa produção excedente para avançar na produção de suínos em Goiás”, complementa o coordenador do Polo Sebrae Agro.

Baixe o estudo: https://lojavirtual.sebraego.com.br/loja/biblioteca-digital/10631-estudo-setorial-suinocultura-em-goias-perpectivas-e-desafios

Conheça outros relatórios e pesquisas do Observatório Sebrae Goiás: https://www.sebraego.com.br/observatorio-sebrae/

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106

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