
No coração do nordeste goiano, entre cânions, cachoeiras e cavernas monumentais, desponta um destino que começa a ganhar projeção nacional e internacional. Mambaí, localizada a pouco mais de 300 km de Brasília, e cerca de 500 km de Goiânia, a cidade e sua região vizinha — que inclui Damianópolis e Buritinópolis — são hoje reconhecidas como parte da Instância de Governança Regional (IGR) Paraísos do Cerrado, uma nova região turística oficializada no Nordeste de Goiás, focada em impulsionar o ecoturismo e o turismo de aventura, um território que reúne alguns dos cenários mais espetaculares do Brasil.
É difícil encontrar um adjetivo que dê conta da grandiosidade do lugar. “Maravilhoso”, “esplêndido”, “espetacular” parecem insuficientes diante da diversidade natural e da intensidade das experiências. Talvez seja mais justo chamá-lo de “O Diamante Bruto do Cerrado”, expressão usada por pioneiros do turismo local para traduzir a sensação de estar diante de uma joia rara, ainda em processo de lapidação.

Mambaí é um território onde a natureza se apresenta em múltiplas formas, em estado puro. São cachoeiras cristalinas como a do Funil e a Paraíso do Cerrado; cavernas impressionantes como a Claraboia e a Lapa do Borá; trilhas que serpenteiam pela Serra Geral; fervedouros e lagos de águas translúcidas; além de mirantes que oferecem vistas arrebatadoras do Cerrado.
A diversidade é tamanha que, em um único dia, é possível viver experiências completamente diferentes: contemplar o pôr do sol em um piquenique na Serra Geral, descer de rapel pelo teto de uma caverna, atravessar um cânion em tirolesa e terminar com um banho refrescante em uma cachoeira.

Como se não bastasse toda a beleza natural que agraciou o local, a região também é conhecida por concentrar a maior quantidade de árvores frutíferas do Cerrado por hectare e também possui o melhor pequi do estado, reconhecido pela Embrapa. Ou seja, pode ser chamada também de Capital do Pequi, símbolo goiano que se reflete na culinária, na presença de uma agroindústria, que é um atrativo também turístico.
Os meios de hospedagem também estão incluídos nos destaques e é possível encontrar estadia para todos os bolsos e estilos. Além da beleza natural, as três cidades conquistam pela hospitalidade. O acolhimento da população local é frequentemente citado como diferencial. “O pessoal ainda não perdeu essa essência de interior, de receber bem, de atender com carinho”, relatam os guias.

Todos esses apelos fazem de Mambaí e região um destino muito peculiar, que deixa qualquer turista impressionado. Cerca de 85% dos visitantes atualmente são de Brasília, mas o fluxo de turistas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Bahia cresce a cada ano. O destino também começa a despertar interesse internacional, com iniciativas de divulgação voltadas para América do Norte e Europa.
O desafio agora é ampliar a visibilidade do destino e consolidar Mambaí como referência nacional em ecoturismo e turismo de aventura. Com certificações internacionais, diversidade de atrativos e uma cultura de segurança em expansão, o “Diamante Bruto do Cerrado” tem tudo para brilhar ainda mais nos próximos anos. Mais do que fotos, quem visita Mambaí leva para casa histórias, memórias e uma nova forma de enxergar a natureza.
Personagens que constroem o destino
A história do turismo em Mambaí é marcada por pioneiros como Bruno Mambaí, um dos fundadores da Mambaí Adventure, que há quase duas décadas iniciou o processo de sensibilização da comunidade e formatação dos primeiros produtos turísticos. Hoje, além de empresário, Bruno é referência estadual, tendo ocupado cargos de liderança em instituições ligadas ao turismo.

“Nós fomos a primeira agência receptiva do Vale do Paranã. Começamos a atuar um pouco antes do processo de sensibilização dos moradores da região. Quando a Mambaí Adventure foi inaugurada, o Sebrae esteve presente e desde aquele momento e até hoje ele está conosco, acompanhando nosso negócio, por meio da Regional Nordeste Goiano, com o gerente Cléber Chagas e toda sua equipe”, lembra Bruno, que faz parte do Projeto Líder e Território Empreendedor, ambos do Sebrae e trabalham para o desenvolvimento e fortalecimento do setor.
Quando é perguntado qual o diferencial de Mambaí e região para outros pontos turísticos, os olhos do fundador da Mambaí Adventure brilham. “Não é só a beleza natural que chama a atenção da região e os atrativos, mas principalmente a diversidade. Em Goiás mesmo, nós temos regiões que têm cavernas e cachoeiras belíssimas, algumas atividades de aventura interessantes, mas nenhuma delas consegue ter uma diversidade tão grande quanto Mambaí”, reforçou.

De acordo com Bruno, a região possui atividades de aventura para atender desde os mais exigentes dos aventureiros, como rapel, pêndulo, boia cross, flutuação, uma gama de atividade e com tudo isso muito próximo uns aos outros. “Por isso é possível fazer diversas atividades em um dia, o que torna os dias bem produtivos e, pensando pelo lado do visitante, isso faz com que também o custo de investimento para ele seja bem menor.”
Outros empreendedores, como Clériston de Sá e Bernardo Bianchetti, da Ecológica Turismo de Natureza, trouxeram expertise em comunicação, gestão ambiental e técnicas verticais, consolidando operações que unem emoção e segurança. Com cinco anos de atuação no mercado, a empresa nasceu no contexto da pandemia, com o propósito de aproximar pessoas da natureza por meio de experiências seguras, organizadas e memoráveis.

A Ecológica atua no segmento de ecoturismo e turismo de aventura, oferecendo roteiros para turistas que desejam conhecer paisagens naturais, cachoeiras, cavernas, trilhas e atividades de aventura. A sede fica em Mambaí, região inserida na Área de Proteção Ambiental Nascentes do Rio Vermelho, unidade de conservação criada e gerenciada pelo ICMBio para proteger o Cerrado, os recursos hídricos e o patrimônio espeleológico local. Além de Mambaí, a Ecológica também opera na Dolina dos Maracanãs em Formosa-GO e no Parque Estadual de Terra Ronca, maior complexo de cavernas da América Latina.
Clériston de Sá é publicitário e relações públicas, com especializações e atuação como consultor em marketing, vendas e gestão da qualidade. O sócio, Bernardo Bianchetti é engenheiro florestal e especialista, com trajetória marcada pela espeleologia e pelas técnicas verticais. Ele atua como coordenador nacional de Espelorresgate da Sociedade Brasileira de Espeleologia, com expertise em cavernas e atividades de aventura e referência na condução segura de roteiros que envolvem rapel, travessias subterrâneas e exploração de ambientes naturais únicos.

“A Ecológica apresenta Mambaí e região como um destino autêntico, ainda pouco explorado pelo turismo de massa, mas com atrativos capazes de encantar visitantes do Brasil e do exterior. A região reúne cachoeiras, cavernas, cânions, trilhas, mirantes, rios, fauna, flora e experiências que permitem ao turista vivenciar o Cerrado de forma intensa, segura e respeitosa”, explica Clériston.
Entre as experiências oferecidas estão trilhas, banhos de cachoeira, visitas e travessias em cavernas, rapel, pêndulo, roteiros de fim de semana, pacotes para feriados, viagens personalizadas, imersões em áreas naturais preservadas e treinamentos corporativos que somam teoria e vivencias em campo. A empresa, em parceria com o Sebrae, certificou as atividades do atrativo a Cachoeira do Funil na ISO 21101, norma internacional que especifica os requisitos para um Sistema de Gestão da Segurança (SGS).

Nos roteiros de Mambaí, por exemplo, a programação pode incluir atividades de pêndulo e cachoeirismo. Um dos grandes diferenciais é que o pêndulo passa por baixo da queda d’água e atravessa um belo arco-íris, proporcionando uma experiência única, emocionante e altamente memorável. Outro atrativo de destaque é a descida na claraboia da Lapa das Dores, onde é possível realizar rapel a partir do teto da caverna em um cenário impressionante.
Outras opções da região incluem pôr do sol com piquenique na Serra Geral, travessias em cavernas como a Lapa do Borá IV, banhos em águas cristalinas e experiências de contemplação em meio à natureza preservada. “A proposta é combinar emoção, diversão, ar puro, segurança e conexão direta com uma das regiões de Cerrado mais singulares do país”, enfatiza Clériston.

Segundo a empresa, um dos principais desafios é mostrar ao Brasil e ao mundo que Mambaí e o Nordeste Goiano possuem um potencial turístico extraordinário, mas ainda pouco conhecido quando comparado a destinos mais consolidados. Para o público, segundo Clériston, “o desafio é ampliar a visibilidade do destino, melhorar a percepção de acesso, fortalecer a comunicação sobre infraestrutura e demonstrar que a região pode receber turistas com organização, segurança e experiências de alto valor, com atendimento em outros idiomas como inglês, italiano e espanhol.”
Outro desafio importante, de acordo com os sócios, é educar o mercado sobre a diferença entre uma atividade de aventura improvisada e uma operação profissional, que possui Sistema de Gestão de Segurança estruturado. No turismo de natureza, a beleza do destino é apenas uma parte da experiência. A forma como o roteiro é conduzido, a preparação dos guias, o uso de equipamentos adequados, a comunicação com o turista e os protocolos de segurança são fatores decisivos para garantir uma vivência positiva.

A proposta da Ecológica vai além da venda de passeios. A empresa se posiciona como uma operadora de experiências na natureza, com foco em segurança, orientação ao visitante, organização logística e condução profissional. A marca destaca a importância de oferecer roteiros com guias capacitados, equipamentos adequados, certificados e inspecionados, atenção ao cliente e experiências conduzidas com responsabilidade.
Emílio Manoel Calvo, da Cerrado Aventura, propagava a ideia do turismo desde os anos 2000 e chamava a região de “Diamante Bruto”, que precisava ser lapidado. “Mambaí e os outros municípios são uma pedra preciosa que precisa ser lapidada aos poucos, para garantir a sustentabilidade”, afirma. Para ele, o local possui inúmeras oportunidades e todas são maravilhosas, que permitem mostrar aos olhos imagens cênicas. “Fomos abençoados nesse cantinho. Tudo aqui é fantástico e temos muito orgulho em surpreender nossos visitantes com as belezas, nosso trabalho e o acolhimento que todos recebem aqui.”

Para tentar chegar ao turista internacional, Emílio conta que é parceiro da Fazenda Rio Vermelho, onde ficam um lago e um fervedouro. Lá estão sendo construídos uns chalés e pequenos resorts para atender um público mais exigente como os turistas de fora do país, principalmente da América do Norte e Europa. De acordo com ele, já está acontecendo uma divulgação mais direcionada e os resultados estão vindo, aos poucos. “Já estamos conseguindo abrir o mercado e é um trabalho a ser feito dia após dia”, analisou.
Jornada SGS: Segurança como Diferencial no Turismo de Aventura
O turismo de aventura em Mambaí não é improviso. Goiás vive um novo patamar de profissionalização com o Programa Aventura Natural, que realizou a Jornada Sistema de Gestão da Segurança (SGS), iniciativa do Sebrae que se tornou a maior ação de qualificação e certificação do setor no Brasil. Voltada para MEIs, microempresas e pequenas empresas, a metodologia tem como objetivo adequar e qualificar negócios para a implementação do Sistema de Gestão da Segurança (SGS), garantindo que cada atividade (atrativo) seja conduzida com protocolos claros, equipamentos adequados e equipes preparadas.

A jornada em Goiás trabalhou a certificação de um produto, de uma atividade que a agência ou o atrativo oferta. Como destacou a gestora estadual de Turismo do Sebrae Goiás, Priscila Vilarinho, “as empresas que têm a certificação passam a configurar em um cenário de mercado nacional de forma muito mais competitiva e até mesmo no mercado internacional, visto que esses selos chamam atenção para esse mercado também”. A expectativa, segundo ela, é alcançar um número cada vez maior de empresas certificadas em Goiás para que o estado possa ser mais competitivo perante os outros estados do Brasil.
Os números comprovam o sucesso da iniciativa. No edital de 2024, 17 empresas foram selecionadas, das quais 11 conquistaram certificação ABNT/Inmetro, com 90% do custo subsidiado pelo Sebrae. Entre elas estão a Mambaí Adventure, especializada em espeleoturismo, e a Ecológica Turismo de Natureza, referência em atividades verticais como cachoeirismo.
Graças ao apoio do Sebrae Goiás, essas operadoras participaram da Jornada SGS, com base nas normas internacionais ISO 21101, 21102 e 21103. “O resultado é que hoje Mambaí conta com atividades certificadas pela ABNT e pelo Inmetro, colocando o destino em um patamar de credibilidade raro no Brasil”, enfatizou Priscila Vilarinho.
Em 2026, mais 12 empresas foram selecionadas, entre elas sete no nordeste goiano, ampliando o alcance da Jornada e consolidando Goiás como modelo de turismo seguro. O consultor Frederico Alencar, responsável pela Jornada SGS em Mambaí e outras regiões, resumiu o impacto da Jornada. “O grande diferencial da Jornada SGS é que ela muda a mentalidade das empresas. Não se trata apenas de cumprir normas, mas de incorporar a segurança como prática diária. Isso aumenta a confiança dos turistas e coloca Goiás em um nível de referência nacional e internacional”, ressaltou.

Na prática, a Jornada SGS segue uma trilha de aprendizagem estruturada em três etapas: compreender, ou seja, conhecer o sistema, seus requisitos e métodos; implementar, criando documentos, processos e treinando a equipe; e finalmente rodar, colocando o sistema em prática e promovendo melhorias contínuas. Não se trata apenas de aprender, mas de transformar a rotina da empresa e consolidar uma cultura de segurança.
A metodologia é robusta e envolve uma carga horária significativa. Na fase de implementação, cada empresa recebe 62 horas de consultoria, distribuídas em 7 oficinas técnicas coletivas, 8 consultorias individuais, 2 visitas técnicas presenciais e 3 treinamentos de líderes. Já na preparação para certificação, são 44 horas de consultoria, com 6 consultorias individuais e 2 visitas técnicas.
A etapa de certificação soma 32 horas de consultoria, incluindo 4 consultorias individuais e 1 visita técnica, enquanto a manutenção da certificação também exige 32 horas, com 7 consultorias individuais e 2 visitas técnicas. Esse processo garante evolução contínua, colocando as empresas em um patamar competitivo e confiável.
Com um cronograma de quatro anos — implementação, preparação, certificação e manutenção — a Jornada SGS garante que a evolução seja contínua. Ao final, o que se espera são empresas mais organizadas, operações seguras, equipes preparadas e clientes satisfeitos. Mais do que isso, espera-se que destinos como Mambaí, Damianópolis e Buritinópolis se consolidem como referências nacionais e internacionais em turismo de aventura responsável.
SGS coloca empresas em uma prateleira diferenciada no mercado de turismo de aventura
Empresas locais como a Ecológica Turismo de Natureza e a Mambaí Adventure investiram em qualificação e certificações internacionais de alguns produtos para garantir que cada experiência seja conduzida com profissionalismo e segurança.
A agência Ecológica Turismo de Natureza, participou do primeiro grupo do Programa de Sistema de Gestão da Segurança (SGS), apoiado pelo Sebrae Goiás. “Participar do SGS teve papel fundamental no fortalecimento da operação da Ecológica. Para uma empresa que atua com ecoturismo e aventura, esse tipo de apoio ajuda a transformar segurança em prática diária, e não apenas em discurso comercial”, avalia Clériston.

Para os sócios, o programa contribuiu para aprimorar a gestão dos riscos, revisar procedimentos, organizar protocolos, qualificar processos internos, fortalecer a cultura de segurança e aumentar a confiança na estruturação dos pacotes turísticos.
Ao longo de sua trajetória, a Ecológica estruturou sua atuação em torno de um diferencial claro, que é proporcionar ao turista a possibilidade de viver a natureza com tranquilidade, segurança e significado. A região oferece experiências para diferentes perfis de visitantes e é um território que combina beleza natural, biodiversidade, aventura, educação ambiental e contato genuíno com o Cerrado.
Bruno Fabrício Queiroz, da Mambaí Adventure, que também participou do SGS, conta que a expectativa é fortalecer e expandir a política e a cultura de segurança, incluir todos os produtos em um curto espaço de tempo. Ele acredita que em breve todo o destino possa ser reconhecido por atividades ao ar livre, com extrema segurança e destaque e referência no Brasil inteiro.

“Ao trabalhar todo esse Sistema de Gestão de Segurança, no qual o Sebrae nos proporcionou, é colocar nossa empresa em uma outra prateleira, uma prateleira de visibilidade dos notáveis com aumento de competitividade. São poucas empresas do segmento que conseguem ter um sistema de gestão e um produto. Nós somos umas delas e caminhamos para que Mambaí tenha todas as empresas inseridas no Programa Aventura Natural do Sebrae”, avalia.
E há também quem tenha começado na primeira turma da Jornada SGS, não conseguiu concluir, mas já participa da segunda edição, mostrando que o processo de qualificação é contínuo e que o destino está em constante evolução. Emílio Manoel Calvo, proprietário da Cerrado Aventura, considera o SGS imprescindível para as empresas que trabalham com turismo de aventura. Ele lembra que nos últimos tempos têm acontecido diversos acidentes no turismo de aventura, muitos deles fatais, em outras cidades do país.

“Quando os turistas chegam para fazer um rapel ou uma tirolesa, eles perguntam muito sobre segurança e capacitação das equipes. Quanto mais qualificação e certificação a empresa tiver, melhor credibilidade e competitividade ela terá. O profissionalismo e a capacidade técnica só aumentam e estar dentro das normas tranquiliza o visitante e fideliza aqueles que voltam sempre para aproveitar as belezas e os atrativos da região. Recomeçamos a jornada e pretendemos conseguir as certificações e o selo do Inmetro até o fim do ano”, contou Emílio.
Critérios e compromissos – Para participar, é necessário estar formalizado com CNPJ, comercializar atividades de turismo de aventura, ter estrutura mínima de operação, indicar um responsável pelo SGS e possuir um produto viável. Além disso, a Jornada exige comprometimento: participação ativa nas consultorias, fornecimento de informações, aquisição das normas técnicas e engajamento da equipe.
As contrapartidas também são fundamentais. As empresas devem investir em sinalização de segurança e fichas técnicas, adequação de percursos e estruturas, implementação de procedimentos e registros, aquisição de equipamentos e materiais de atendimento pré-hospitalar e remoção. Como reforça o Sebrae, segurança não é discurso — é prática, estrutura e investimento.
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Turismo de Aventura em Mambaí

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SERVIÇO:
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Na Regional Central | Goiânia: Agência Entremeios Comunicação / Adrianne Vitoreli – (62) 98144-2178
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