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Fábrica de biquínis agora faz máscara

A cada três peças produzidas, uma vai para doação
Por Aline Bouhid
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      Para conter a disseminação do novo Coronavírus, desde o dia 20/04 é proibido andar nas ruas sem máscaras faciais em Goiás. Atentos ao mercado, fábrica de biquínis que antes produzia moda praia e tricot, em pouco tempo, mudou toda produção e passou a fazer máscaras de proteção. O casal de empresários, Cassio Castro e Kauany Martins, conta ainda que a cada três máscaras produzidas, uma é doada para instituições públicas e pessoas carentes.

      A fábrica produz máscaras descartáveis e de tecido há mais de quinze dias. Ao contrário de algumas empresas que chegaram a fechar neste período de pandemia, a empresa trabalha com equipe completa e empregando mais de trinta funcionários. “O faturamento da fábrica teve queda sim (aproximadamente 30%) em virtude das mudanças e das doações”, explica Cássio. Mas, ele afirma que toda produção diária é vendida e que o foco neste momento foi manter tudo funcionando. “Produzimos cerca de 2.200 máscaras por dia e todas são vendidas”, disse. O valor unitário de cada máscara é de R$ 1,50, mas o preço varia ependendo da quantidade encomendada. As máscaras de tecido custam R$ 5,00.

      Castro informa que a empresa tem alvará da Prefeitura e da vigilância sanitária para a produção das máscaras e que a empresa mede a temperatura de todos os funcionários e que eles trabalham com máscaras, luvas e avental.

      A decisão de migrar da produção de moda praia e tricot para as máscaras veio depois de participar de um programa do Sebrae de encadeamento produtivo. “Estava terminando o programa quando começou a crise da Covid19. Demos férias de 15 dias para os funcionários e usamos este tempo para definir o que poderíamos fazer para atender o mercado: tínhamos como opções lençóis para hospitais ou máscaras. Optamos pelas máscaras e imediatamente mudamos toda nossa produção”, relembra Cássio.

      O empresário diz ainda que pensa em selecionar novos colaboradores para a empresa, e que sente falta mão de obra qualificada na cidade onde funciona a fábrica, em Itapuranga, localizada a 165km de Goiânia. A história dos empresários em Goiás começou há quatro anos, quando o vieram de Minas Gerais. “Tínhamos uma loja de varejo e fábrica de blusas de tricot em Minas”, disse Castro. Ele afirma que ficou por dois anos em Goiânia apenas comprando e revendendo mercadorias, mas que a qualidade das peças os empurrou para a fabricação própria. “Começamos a fabricar com corte pequeno. Daí conhecemos uma moça em Itapuranga que queria ser gerente. Começamos com quatro pessoas e hoje estamos com 38 funcionários na fábrica”, detalhou Castro.

      No final do ano passado, o empresário conta que teve apoio do Sebrae para montar a loja no Mega Modas. Ele diz que com o apoio da entidade, foi possível aumentar a produção e expandir os negócios. “No encadeamento produtivo que fizemos, a consultoria explicou como o tempo de produção precisa ser cronometrado, entre outras coisas”, explicou.

      Castro disse ainda que a proposta diante da pandemia neste primeiro momento não foi obter lucro. “Agora estamos focados em pagar os funcionários, a despesa da confecção e ajudar com as doações. Além da Prefeitura de Itapuranga que recebeu mil máscaras nossas para ajudar na contenção de disseminação do Coronavírus, temos feito parcerias com blogueiras que divulgam nosso produto e doam os produtos para pessoas carentes”, finalizou o empresário.

SERVIÇO:

Gata Bronzeada

Telefone: 62 993346811

Pedidos via whatsapp ou instagram @biquinisgatabronzaeada

Informações para imprensa

Adriana Lima (Sebrae)- (62) 3250-2236 / 2252 / 99456-2491