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Confecção de uniformes passa a produzir máscaras

Além de buscar amenizar as perdas geradas pela crise do coronavírus com a venda do equipamento de proteção individual, empresária se compromete a fazer doações para abrigo de crianças
Por Marcos Vieira, de Anápolis
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      Em 2019, a designer gráfica Larissa Siqueira Braga, de Anápolis, colocou em prática algo que sempre teve em mente: abrir seu próprio negócio ou, como ela diz, “algo que pudesse administrar”. Surgia então a Cri-Art Uniformes, preparada para atender o ramo empresarial, esportivo e também de eventos.

      “Fabricamos uniformes empresariais, como jalecos, calças de brim, calças sociais e camisas. Também fazemos uniformes esportivos e abadá para festas”, explica a empresária, que é quem cuida de toda a criação e desenvolvimento das peças que saem da sua confecção.

      E justamente no ano em que a Cri-Art buscava se consolidar no mercado local, com possibilidade de vendas também para a região, o mundo entra em crise devido à pandemia do coronavírus. “E infelizmente também nos enquadramos nesse momento de perdas”, reforça Larissa.

      Ela calcula que as vendas da sua empresa caíram 70%. A partir da crise, a empreendedora foi em busca de um caminho que amenizasse o impacto da queda brusca no faturamento. “No início da pandemia ficamos desnorteados, porém algo precisava ser feito – e foi”, ressalta.

      A partir de Nota Informativa do Ministério da Saúde recomendando que a população utilizasse máscara de pano para se proteger da Covid-19, Larissa foi atrás de gabaritos e dados das autoridades sanitárias para que passasse a produzir de maneira correta esses equipamentos de proteção individual na sua fábrica.

      “Começamos a fazer testes com tecidos que tínhamos em estoque. Foi a partir daí que pesquisamos quais os requisitos exigidos pelo Ministério da Saúde e, assim, estamos produzindo nossas máscaras”, explica a empresária de Anápolis.

      Ela informa que as máscaras são revestidas de tecido 100% algodão e são dupla face, cumprindo a função de proteger as pessoas da contaminação com o vírus, desde que elas sigam as recomendações corretas de uso.

      São várias cores à venda, além de modelos para crianças e adultos. A propaganda é feita em redes sociais e também através de aplicativos de troca de mensagens, como o Whatsapp. É por ele também que as pessoas podem fazer pedidos.

       A saída encontrada por Larissa para sua empresa cumpre também um papel social importante, já que quando as pessoas adquirem máscaras de pano, é preservado o estoque do equipamento profissional, voltado para aqueles que trabalham na saúde e estão na linha de frente do combate ao coronavírus.

       A Cri-Art também se comprometeu a reservar parte do que produz para doação. Máscaras serão levadas ao Instituto Luz de Jesus, uma ONG de Anápolis que existe desde 1993 e atua no acolhimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social ou familiar.

      Larissa comenta que iniciou sua vida no ramo empresarial a partir de exemplos dos seus pais, que trabalham com serigrafia (silk-screen). Tanto é que a empreendedora buscou os fornecedores que já serviam a empresa da família.

      A guinada momentânea da Cri-Art para outro tipo de produção, visando, sobretudo, a sua sobrevivência neste momento de crise – mas sem perder o viés de ajuda ao próximo – acaba sendo um exemplo de resiliência.

      “Neste momento delicado que estamos vivendo, precisamos estar separados, mas unidos pela oração e por um único objetivo, que é estar sempre ajudando o próximo. E com fé passaremos por tudo isso”, finaliza Larissa.

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SERVIÇO

Cri-Art Uniformes

Whatsapp: (62) 99342-8178

Instagram: @criart_uniformes

E-mail: [email protected]

 

Informações para a imprensa:

No Sebrae: Adriana Lima – (62) 3250-2236 / 2252 / 99456-2491

Na Ideorama Comunicação em Anápolis: Marcos Vieira – (62) 98124-7487

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