
A precificação é um dos pilares mais estratégicos da gestão empresarial. Definir corretamente o preço de um produto ou serviço não é apenas uma questão matemática, trata-se de uma decisão que impacta diretamente a competitividade, a lucratividade e a sobrevivência de qualquer negócio, seja na indústria, no comércio ou na prestação de serviços.
Na manhã desta quarta-feira, 24, o Sebrae Goiás ministrou uma oficina sobre o tema para a turma que participa da Jornada Mente Prata, Negócio de Ouro, voltada a profissionais 50+. O encontro teve como objetivo destacar a importância de compreender custos fixos e variáveis, despesas e valor percebido pelo cliente como elementos essenciais para a formação de preços.

A consultora do Sebrae, Márcia Maria de Mello, explicou que o processo de precificação deve ser conduzido pelo próprio empresário, já que envolve decisões estratégicas sobre o futuro da empresa. “A questão de formação de preço define a competitividade de uma empresa no mercado e o empresário precisa conhecer o custo do produto, da mercadoria, da industrialização ou do serviço. Depois, aplicar técnicas de formação de preço e comparar com o mercado. O cliente não paga preço, paga valor”, destacou.
Segundo Márcia, muitos pequenos negócios enfrentam dificuldades justamente por não medir corretamente seus custos e margens. “Quem não mede não avalia, e quem não avalia não consegue tomar as melhores decisões. É preciso inovação, produtividade e qualidade, conhecer bem o cliente e suas preferências. Só assim é possível definir preços com segurança e construir estratégias sólidas”, completou.

A empresária Joelma Cristina Gomes, fundadora da JCG Gerontologia – Vida em Movimento, com 18 anos de atuação no mercado, destacou a relevância da Oficina de Formação do Preço de Venda para o seu negócio. Especialista em envelhecimento ativo e saudável, Joelma trabalha com psicoeducação para preparar pessoas para uma longevidade com qualidade e propósito.
Segundo ela, precificar serviços ligados ao propósito e ao cuidado humano é um desafio constante. “Um dos grandes desafios para os pequenos empresários, especialmente mulheres empreendedoras, é colocar o valor no nosso serviço ou produto. Muitas vezes temos uma relação emocional e de propósito, e isso torna a precificação subjetiva. Hoje eu estava ansiosa por esse encontro e saio muito feliz porque percebi que dei o primeiro passo para aprender a quantificar e resolver questões históricas dentro do meu negócio”, afirmou.
Joelma ressaltou ainda a importância da experiência compartilhada pela consultora do Sebrae. “A Márcia é muito experiente e trouxe fórmulas, ideias e vivências que me ajudaram a enxergar novas possibilidades. Estou saindo daqui com ferramentas práticas para enfrentar esse desafio que sempre esteve presente na minha trajetória”, concluiu.

A formação de preço de venda é uma ferramenta financeira gera um diferencial competitivo. Empresas que dominam essa prática conseguem equilibrar lucratividade e posicionamento de mercado, evitando riscos de subvalorização ou sobrepreço. “Para os microempreendedores, o aprendizado é ainda mais crucial, já que margens pequenas exigem maior atenção ao giro, ao marketing e à reputação da marca”, finaliza a consultora Márcia.
Jornada Mente Prata, Negócio de Ouro
A Jornada Mente Prata, Negócio de Ouro está na sua segunda turma no Sebrae Goiás e segue com encontros voltados ao fortalecimento da gestão e da inovação entre profissionais experientes, mostrando que conhecimento e estratégia são aliados indispensáveis para o sucesso empresarial.
O Brasil vive uma transformação silenciosa, mas profunda, que é o envelhecimento da população. Segundo o Censo 2022, já são 55,5 milhões de brasileiros com 50 anos ou mais, o que representa cerca de 26% da população total. As projeções do IBGE indicam que esse grupo deve chegar a quase 100 milhões de pessoas em 2070, colocando o país entre os que mais rapidamente atravessam a chamada transição demográfica.
Esse cenário tem impacto direto no mercado de trabalho e no empreendedorismo. Dados recentes do DataSebrae (2024) mostram que cresce o número de pessoas 50+ que decidem empreender, seja por necessidade, diante da dificuldade de recolocação no mercado formal ou por realização pessoal e busca de propósito.
Entre os principais motivos apontados pelos empreendedores maduros estão desejo de controlar o próprio tempo e decisões – Autonomia (60%); usar a experiência acumulada para criar algo novo – Desenvolvimento pessoal e profissional (45%); aproveitar nichos ligados à saúde, bem-estar, educação financeira e serviços personalizados – identificação de oportunidades de mercado (40%).
Por outro lado, os desafios também são expressivos. A pesquisa revela que carga tributária (41%), acesso a crédito (33%) e pouca oferta de investimentos são barreiras frequentes. Muitos empreendedores 50+ relatam dificuldades em lidar com a discriminação etária e com a adaptação às novas tecnologias.
Mas a experiência acumulada, a credibilidade e a rede de relacionamentos tornam-se diferenciais competitivos. O Sebrae tem acompanhado essa tendência com programas voltados ao público sênior, como a Jornada Mente Prata, Negócio de Ouro (https://go.loja.sebrae.com.br/saude-criativa-estimulo-a-criatividade-e-inovac-o-mente-prata-negocio-de-ouro-ev-93867) que busca capacitar profissionais 50+ em temas estratégicos como precificação, inovação e gestão.

Acesse aqui o Boletim da Economia Prateada, produzido pelo Sebrae Goiás:
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