
Ele informa que começou na educação por acaso. Não escolheu a profissão. Foi escolhido por ela. Estava prestes a seguir carreira militar, deu uma guinada: foi convidado por um colega para dar aulas. “Quando sujei as minhas mãos de giz, me apaixonei pela profissão”, revela o educador Ferdinand Tokarski Persijn, que começou na atividade em 1996, ministrando a disciplina de matemática. Uma década depois (2006) ingressou no Colégio Interamérica, que estava começando, e foi convidado pela direção para dar aulas de empreendedorismo. Aceitou na hora.
Ferdinand viu na disciplina a oportunidade de trabalhar com uma metodologia baseada em projetos. Ou seja, fazer as coisas acontecerem: na prática. Ele avalia que dessa forma “a aprendizagem tem muito mais significado”. Foi colocando a “mão na massa” que em 2019 concorreu ao Prêmio de Educação Empreendedora do Sebrae-GO e ganhou o primeiro lugar com o Projeto da Feira do Empreendedor, com uma turma do 9º. Ano do Ensino Fundamental. Sempre irrequieto, ele começou a prospectar um novo projeto para a turma do 8º. Ano da escola. Não queria repetir a mesma fórmula.
Foi assim que se deparou no bairro Madre Germana, em Aparecida de Goiânia, com uma faceta diferente do empreendedorismo: o social. Buscou conhecer as carências da comunidade. Percebeu o abismo social que existia entre os seus alunos e os moradores. A falta de acesso à educação e as condições precárias de moradia saltavam aos olhos. Foi da constatação dessa realidade que surgiu o projeto “Educação no Combate ao Abismo Social: Unindo duas Pontas de uma Mesma Corda para Criar Laços”.
A ideia consistia em envolver os alunos para produzir e comercializar pulseiras. Em um mês e meio o projeto arrecadou R$ 2.600,00. A verba foi destinada à reforma de três salas de aula do bairro Madre Germana, que são usadas para reforço escolar. Paralelo a isso, os alunos do Interamérica se voluntariam para a construção de casas populares. “Uma das beneficiadas é a dona Luciene, que agora é todo sorriso”, comenta Ferdinand. Resultado: com esse novo projeto venceu o Prêmio de Educação Empreendedora do Sebrae-GO em 2001.
Entusiasta do tema, Ferdinand teoriza que “a educação é a revolução silenciosa. É a revolução não sangrenta”. De sua autoria, prepara um livro que será lançado neste mês: “Empreendedorismo Educacional: Uma Proposta Aplicável”. Ele também acredita que “estamos unidos pelo mesmo lençol freático, pelo mesmo bioma. Se a gente não somar forças, a terra vai nos expulsar”. Sobre a conquista do Prêmio Sebrae, avalia que venceu por méritos, mas deseja que mais escolas e instituições participem, para criar uma “competição saudável”, onde se consiga “transformar as pessoas e, por consequência, o mundo”.
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Serviço:
Escola Interamérica
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