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Ecossistema goiano de inovação visita Porto Alegre em busca de melhores práticas

Equipe Sebrae participou de conversas com especialistas, conheceu práticas do Pacto Alegre, iniciativa que reúne diversas instituições e visitou o parque tecnológico da PUC/RS
Por Lillian Bento
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Imagine uma sociedade em que instituições de ensino, governo, iniciativa privada e terceiro setor estejam unidos em torno do compromisso com o empreendedorismo colaborativo. Com esse objetivo foi criada, em 2018, a Aliança Goiana de Inovação, que reúne 44 entidades, entre elas o Sebrae. E foi para fortalecer esse pacto que a missão liderada pelo diretor superintendente, Antônio Carlos Lima Neto, e o diretor técnico, Marcelo Lessa, visitou a cidade de Porto Alegre, no último dia 03 de setembro.

“Fomos buscar inspirações e nos conectar com os melhores especialistas do mundo para  fazermos mais e melhor em Goiás”, avalia Antônio Carlos Lima Neto. O primeiro local visitado foi a Secretaria Estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia. Em seguida, visitaram o TecnoPuc, parque tecnológico da PUC-RS criado para ser um ecossistema de inovação e transformação social.

Na oportunidade, a equipe goiana ouviu representantes do “Pacto Alegre”, movimento voluntário capitaneado pelas três maiores universidades daquele Estado – UFRGS, PUC-RS e UNISINOS – com a participação do governo, iniciativa privada e sociedade civil.  O analista Sebrae, Athos Ribeiro, também esteve na missão e afirma que a experiência de Porto Alegre inspira Goiás a construir uma agenda conjunta baseada nas prioridades e vocações de nosso território.

Outro importante diálogo foi com o conversou, ainda, com o especialista espanhol, Josep Miquel Piqué,  gestor do Distrito 22@ – projeto de Barcelona,  que transformou uma área industrial de 200 hectares em um pólo de inovação. O especialista atua como consultor no Pacto alegre, no Pacto pela Inovação de Florianópolis e em outros projetos semelhantes em cidades como em Vitória, no Espírito Santo.

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Piqué, que foi presidente da Associação Internacional de Parques Científicos e Áreas de Inovação (IASP),  é considerado um “guru” quando o assunto é inovação. “Conversar com Josep Piqué foi fundamental porque ele tem larga experiência na construção desse tipo de interface entre instituições, o que ajuda a fomentar boas práticas em inovação ”, afirma o diretor técnico, Marcelo Lessa.

 

As potencialidades de Goiás

De acordo com o analista do Sebrae, Athos Ribeiro, o empreendedor precisa ter um olhar cada vez mais atento para a inovação como um fator obrigatório por dentro da lógica de um modelo de negócio. “No entanto, é preciso pensar esses modelos de negócios considerando as peculiaridades de cada território. Precisamos identificar o que Goiás tem como potencialidade e fortalecer a identidade do Estado no Brasil e no exterior.”

De acordo com um analista, repito o objetivo é fortalecer Aliança Goiana por Inovação estreitando os laços entre as mais de 40 entidades em favor da inovação para o desenvolvimento sustentável em Goiás. ”Se houver uma comunhão de esforços entre instituições de ensino, governo, iniciativa privada e sociedade civil, haverá um estímulo ao empreendedorismo colaborativo. Trata-se de um pacto em prol da transformação do Estado”, resume Athos.