ASN GO
Compartilhe

Empreendedorismo e saúde mental entram em pauta em simpósio sobre maternidade atípica em Goiânia

A AMAG reuniu mães, empreendedoras e profissionais da saúde para um momento de conversa e reflexão
Por Leydi Alves, de Goiânia
ASN GO
Compartilhe

A maternidade atípica e os desafios enfrentados por mulheres que conciliam cuidado integral dos filhos, saúde mental e geração de renda foram os pilatres das discussões do primeiro simpósio público promovido pela Associação Goiana das Mães Atípicas (AMAG). O evento foi realizado na noite desta segunda-feira (12), na Câmara Municipal de Goiânia, e reuniu profissionais da saúde, empreendedorismo e mães que compartilharam experiências sobre a rotina e os impactos emocionais da maternidade atípica.

Lorena Clavery, presidente da Associação Goiana das Mães Atípicas (AMAG): o principal objetivo do projeto é direcionar o olhar não apenas para a criança atípica, mas também para quem exerce o cuidado diário (Fotos: Silvio Simões)

Segundo a presidente da Associação, Lorena Clavery, o principal objetivo do projeto é direcionar o olhar não apenas para a criança atípica, mas também para quem exerce o cuidado diário. “A gente sabe todo o estresse que essas mães passam por questões econômicas, de saúde e sobrecarga emocional. Então, nosso desenvolvimento é cuidando de quem cuida”, afirmou.

Fundada há cerca de um ano e meio, a associação desenvolve um projeto voltado ao acompanhamento emocional de mães atípicas, com atendimento realizado de forma voluntária por psicanalistas ligados ao Corpo Freudiano. O primeiro grupo atendeu 12 mães e a segunda edição do projeto segue em andamento.

Como se reinventar no mercado de trabalho

Além da saúde mental, o simpósio também trouxe o empreendedorismo como alternativa para mulheres que, muitas vezes, precisam abandonar ou flexibilizar a carreira para acompanhar os filhos em terapias e tratamentos. A consultora e instrutora do Sebrae Goiás, Keurea Urzêda, destacou que empreender pode se tornar um caminho possível de autonomia financeira para essas mulheres. “Às vezes, a gente se vê tendo que abandonar muita coisa de nós mesmos para cuidar dessas crianças. O empreendedorismo surge como uma possibilidade”, explicou.

Keurea Urzêda, consultora e instrutora do Sebrae Goiás destacou que empreender pode se tornar um caminho possível de autonomia financeira para essas mulheres

Durante a palestra, Keurea incentivou as participantes a identificarem habilidades que já possuem no dia a dia e que podem se transformar em fonte de renda. “O que você faz bem feito? Um bolo, um artesanato, uma mesa posta? Muitas vezes, o feedback das pessoas próximas mostra onde pode estar o seu possível empreendimento”, disse.Ela também reforçou que o Sebrae oferece capacitações gratuitas voltadas ao desenvolvimento de pequenos negócios.

Impactos emocionais

A psicóloga clínica Patrícia Domiciano abordou os impactos emocionais da sobrecarga materna e a importância de espaços de escuta e acolhimento. “A maternidade já traz uma sobrecarga muito grande para a mulher. Na maternidade atípica isso se intensifica. Muitas chegam ao consultório exaustas, com privação de sono e sentindo que perderam a própria identidade”, relatou.

Patricia Domiciano, psicóloga: A maternidade já traz uma sobrecarga muito grande para a mulher. Na maternidade atípica isso se intensifica. Muitas chegam ao consultório exaustas, com privação de sono e sentindo que perderam a própria identidade

Segundo ela, o processo terapêutico ajuda essas mulheres a ressignificarem a dor e reencontrarem possibilidades dentro da própria rotina. “Muitas vezes, quando essa mãe encontra um lugar de escuta, começa também um processo de transformação”, afirmou.

O simpósio também falou sobre mães e profissionais que vivenciaram desafios relacionados à maternidade e à saúde mental. A musicoterapeuta e especialista em educação musical infantil Júlia Holanda compartilhou sua experiência com a depressão pós-parto e o processo de reconstrução profissional após anos afastada. “Eu perdi minha saúde tentando dar conta de tudo. Foram dois anos sem saber quem eu era”, contou.

Julia Holanda, musicoterapeuta e especialista em educação musical infantil, conta que teve que se reiventar: Hoje trabalho levando conhecimento sobre maternidade atípica para profissionais e famílias

Após o período de afastamento, Júlia contou que precisou se reinventar no mercado de trabalho e transformou a própria experiência em propósito profissional, passando a atuar com formação de professores e equipes multidisciplinares voltadas à maternidade atípica e ao desenvolvimento infantil. “Eu reinventei um lugar para mim dentro do mercado. Hoje trabalho levando conhecimento sobre maternidade atípica para profissionais e famílias”, destacou.

O evento também contou com depoimentos de mães atendidas pelo projeto da associação, que relataram como o acolhimento psicológico e a troca de experiências contribuíram para mudanças na autoestima, saúde emocional e retomada da vida profissional.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106

Na Regional Central | Goiânia: Agência Entremeios Comunicação / Adrianne Vitoreli – (62) 98144-2178

Acesse aqui o Site do Sebrae Goiás.
Siga-nos em nossas redes sociais: Instagram, Facebook, YouTube e LinkedIn

-

  • Empreendedorismo e Saúde
  • Mães Atípicas