A novena em honra ao Divino Espírito Santo, em Luziânia, aconteceria este ano entre os dias 22 a 30 de maio como de costume, com missas, barraquinhas, bingo, leilões, jantar e a folia de rua. Mas a pandemia do novo coronavírus mudou todos os planos. E para que a tradicional festa não passasse em branco os comerciantes locais e organizadores se uniram em busca de uma solução.
A Ponto Nobre Confecções foi uma das empresas que colaborou. “Há muito tempo nós confeccionamos as camisetas para a festa. Este ano foi preciso achar uma saída para não perder essa renda. Fizemos máscaras com a imagem do Divino Espírito Santo e também bandeiras, para que as famílias possam colocar em suas portas como sinal de adesão à novena”, disse Odir Busanello, proprietária da empresa.
A data foi mantida, mas as missas começaram a ser transmitidas pelas redes sociais. A venda dos tradicionais pão de queijo frito, pastel e canjica ganhou um novo formato: drive thru. As pessoas compram e levam para comer em casa. A folia de rua acontecerá na sexta-feira, 29 de maio, mas com uma carreata.
De acordo com os organizadores apenas o leilão, o jantar e o bingo vão ficar para o segundo semestre. “A festa além de ser uma grande referência para os fiéis da nossa cidade, também contribui muito com a questão financeira do Santuário de Santa Luzia. Então decidimos manter esses eventos para quando for possível a realização deles em nossa cidade”, disse Marcos Melo, um dos organizadores da festa.
A Diocese de Luziânia, criada pela Bula “Pastoralis Prudentia” do Papa João Paulo II no dia 29 de março de 1989, foi dedicada à Nossa Senhora da Evangelização e ao Divino Espírito Santo, já representados no brasão da diocese. A festa do Divino Espírito Santo é uma das manifestações religiosas mais significativas em Luziânia. As celebrações foram trazidas da tradição dos colonizadores portugueses e são atribuídas a devoção da Rainha Isabel, de Portugal, em comemoração ao Dia de Pentecostes. No município, as comemorações acontecem a mais de 250 anos, sendo uma das mais antigas práticas do catolicismo popular.
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