
O Festival Colettiva Preta: Africanidades e Diálogos Potentes teve início no último sábado, 20, em Goiânia, no Espaço Dona Rosa, no Setor Aeroporto, e será realizado uma vez por mês, sempre aos sábados e domingos, de junho a dezembro de 2026. Em formato de feira, para celebrar a Economia Criativa, um dos destaques do Festival é o espaço Semeia futuro – Ativação Colettiva, que será promovido aos sábados, das 15h às 17h, com objetivo de promover empreendimentos de mulheres negras, conexões qualificadas e fortalecer iniciativas lideradas por mulheres negras, por meio da criação de um ambiente dinâmico de articulação, visibilidade e geração de oportunidades.
O Sebrae Goiás participou como convidado do evento e foi representado pela gestora estadual do Programa Desenvolvendo empreendedoras apaixonadas pelo sucesso (Delas) e do Programa Sebrae Parcerias, Vera Oliveira, que destacou a importância de fortalecer redes de mulheres negras na economia criativa. “Esse fortalecimento é necessário para dar mais oportunidades às profissionais, artesãs e artistas. O Delas busca desenvolver empreendedoras líderes, apaixonadas pelo processo, capazes de deixar um legado. E isso só é possível com um ecossistema inclusivo e conectado”, afirmou.

A gestora apresentou o portfólio do Sebrae Goiás que possui cursos gratuitos on line e presenciais, jornadas para grupos específicos, consultorias e sobre os projetos de parcerias. “Quem quer empreender, tem que chamar o Sebrae. Lá é a casa do empreendedor e qualquer atividade que as mulheres negras queiram empreender, elas vão ter orientação e apoio desde a informação para definir a ideia de negócio, plano de ação, plano de negócios, precificação, cursos de gestão, transformação digital e Inteligência Artificial”, explicou.
Vera também ressaltou os desafios enfrentados pelas mulheres negras, como acesso ao crédito, à informação e à tecnologia. “O Sebrae tem buscado um novo letramento, mais inclusivo, que diminua diferenças e fortaleça grupos historicamente subrepresentados, por meio do Programa Plural, que trabalha no apoio a projetos que possuem impacto, com potencial para discussão e criação de soluções específicas para que o processo de transformação da sociedade aconteça de fato”, concluiu.

Érika Santos, diretora executiva presidente da associação Grupo Colettiva Preta, disse que a proposta prevê, além das feiras de produtos artesanais produzidos por mulheres negras, a realização de encontros estruturados com foco em rodadas de negócios, ampliação de redes de contato (networking estratégico) compartilhamento de tecnologias sociais e práticas. “O evento combina feira, ações culturais e momentos formativos, consolidando-se como espaço de diálogo e transformação social”, explica Érika, que acredita que essa troca de experiências, vivências e saberes só potencializa os projetos apresentados, que precisam de encaminhamentos e parcerias para serem realizados.

No ambiente da Ativação Colettiva, as participantes apresentam seus projetos em formato de pitch, com dez minutos para expor produtos, serviços ou tecnologias sociais, destacando impacto e potencial de crescimento. No último sábado, duas iniciativas se destacaram. A primeira foi a consultoria de Júlia Caetano, estudante de Ciências Econômicas e educadora popular. Sua proposta nasce da prática com empreendimentos populares e busca apoiar o desenvolvimento financeiro, organizativo e comercial de grupos da economia solidária. “Trabalhamos temas como precificação, planejamento, comunicação e gestão coletiva, sempre respeitando a realidade de cada grupo”, explicou Ana, ressaltando que o objetivo é ampliar renda e fortalecer a identidade dos empreendimentos.

A segunda apresentação foi da Tecelagem Aurora, cooperativa de Aparecida de Goiânia Idealizada pela assistente social Joana Pereira de Souza. O projeto reúne usuários e familiares da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e nasceu em 2019 a partir de oficinas terapêuticas de tapeçaria. “Percebemos as potencialidades dos usuários e o desejo de garantir renda. Assim, criamos um espaço de autonomia e protagonismo, que hoje gera inclusão social e profissionalização da mão de obra”, contou Joana. A iniciativa funciona em parceria com o CAPS Bem Me Quer e a Coordenação de Saúde Mental do município, com apoio da Equatorial. Atualmente consegue atender apenas 20 pessoas neurodivergentes e a ideia é ampliar o atendimento e a comercialização da produção.

O Festival Colettiva Preta segue até dezembro. Ao todo, serão realizadas sete edições até o fim do ano, sempre aos sábados e domingos, como espaço de articulação, visibilidade e oportunidades. “É um movimento que une cultura, empreendedorismo e resistência, mostrando que a economia criativa pode ser também um instrumento de transformação social e fortalecimento das mulheres negras”, enfatiza Érika Santos.

O Festival espera contar com a participação ativa de parceiros institucionais, organizações públicas e privadas, além de investidores, que apresentarão programas de formação e capacitação; Oportunidades de fomento e financiamento; Iniciativas de apoio ao desenvolvimento e fortalecimento de negócios. De acordo com Érika, a proposta busca não apenas ampliar a visibilidade desses empreendimentos, mas também fomentar parcerias estratégicas, facilitar o acesso a recursos e contribuir para a sustentabilidade e expansão das iniciativas lideradas por mulheres negras.
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106
Na Regional Central| Goiânia: Agência Entremeios Comunicação / Adrianne Vitoreli – (62) 98144-2178
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