A terceira edição do Festival da Cachaça, no sábado e domingo (02 e 03/05), levou o aroma adocicado da bebida a Olhos d’Água, distrito de Alexânia, no Centro-Leste do estado. Entre estandes movimentados, música ao vivo e degustações, um dos momentos mais aguardados foi a revelação dos vencedores do concurso “A Mió de Goiás”, que premiou os melhores rótulos do estado e reforçou a qualidade crescente da produção goiana.
O evento, que já se consolida como vitrine para pequenos negócios e turismo de experiência, apoiado pelo Sebrae, superou expectativas de público e impacto econômico. “Esperávamos cerca de 300 pessoas no primeiro dia, mas recebemos quase mil. Foi uma explosão”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Agricultura, Cultura e Turismo de Alexânia, Rômulo Moreira de Souza.
A movimentação intensa refletiu diretamente na economia da região. Pousadas lotadas, comércio aquecido e aumento da circulação de visitantes evidenciam o impacto do festival. Segundo o secretário, a estrutura precisou ser adaptada rapidamente. “Tivemos que reorganizar o espaço, inclusive realocando estandes da pista para ampliar a circulação e dar mais conforto ao público e aos expositores”, explicou.
O sábado, impulsionado pelo show de Renato Teixeira, teve um público que chegou a 3 mil pessoas. Já o domingo teve um perfil mais familiar, com foco em artesanato e produtos regionais. Esse crescimento também revela o potencial do turismo no interior goiano, especialmente quando associado à cultura, gastronomia e produção artesanal, que são os pilares da economia criativa.

Ainda, segundo o secretário Rômulo, o crescimento do festival está diretamente ligado ao apoio institucional, especialmente do Sebrae, que atua no fortalecimento dos pequenos negócios e no desenvolvimento regional. “O Sebrae tem um papel essencial para o desenvolvimento da nossa região. Ele não só apoia eventos como esse, mas também fortalece o empreendedor local no dia a dia, com orientação, capacitação e incentivo à inovação. É um parceiro estratégico que ajuda a transformar potencial em resultado, gerando renda, oportunidades e crescimento para o município”, destaca.
Durante o evento, o consultor para assuntos do agro Vicente França Neto e a analista do Sebrae Goiás Fabiane Alexandre acompanharam os expositores, oferecendo orientação prática, tirando dúvidas e apresentando produtos. “A principal demanda é marketing e expansão de vendas. Muitos produtores querem fortalecer a marca e crescer no mercado”, explicou o consultor Vicente, que os direcionava para a área responsável no Sebrae.
O impacto já era percebido pelos empreendedores. “O Sebrae nos ajuda a chegar aonde não conseguiríamos sozinhos”, afirmou Isadora Pires, proprietária da Cachaça Capueira, negócio liderado por mulheres e que já acumula cinco anos de atuação numa área ainda predominantemente masculina.

Para a analista Fabiane, o festival é um exemplo de como o apoio técnico pode transformar realidades. “Nosso papel é estar ao lado do empreendedor em todas as etapas, desde a estruturação do negócio até a expansão de mercado. Eventos como este mostram na prática como o conhecimento, aliado à oportunidade, gera resultados concretos para os pequenos negócios”, destaca. Além das consultorias, o Sebrae contribuiu com estrutura, capacitação e acesso a programas que incentivam inovação e competitividade, fortalecendo toda a cadeia produtiva goiana.
Concurso revela excelência

O ponto alto do festival foi o anúncio dos vencedores do concurso “A Mió de Goiás”, que reuniu 47 amostras avaliadas às cegas por especialistas independentes. O grande título de 2026 ficou com a Cachaça Doministro 5 Anos Carvalho, vencedora na categoria Envelhecidas Acima de Três Anos, consolidando-se como a melhor do evento e representada pelo proprietário José Ribeiro.
Na categoria Cachaças Prata os destaques com medalha Grande Ouro foram Philmont Clássica e Canela de Ema Prata. Já entre as Envelhecidas Até Três Anos, as campeãs com Grande Ouro foram Doministro Carvalho 3 anos e Da Posse Amburana.
A organizadora do concurso, Karla Cristina, destacou a seriedade do processo. “As cachaças são codificadas e degustadas sem identificação, garantindo uma avaliação técnica, imparcial e transparente”, explicou. Além do reconhecimento, as premiações agregam valor aos produtos e ampliam a visibilidade das marcas no mercado, fortalecendo a competitividade do setor.

Além da cachaça
Embora a cachaça seja o destaque, o festival foi além da bebida e revela a força da diversidade produtiva local. A produtora rural Marcilene Moreira Mariano, da Pé di Gostosura, de Luziânia, que transformou a mandioca em um portfólio completo de produtos, como chips, mandiocotone e até sorvete, dentre outros. E claro, seu sorvete de mandioca ganhou uma versão especial com cachaça durante o festival. “O sorvete surgiu para agregar valor à produção. Hoje é o produto mais querido”, contou Marcilene, que também foi vencedora estadual do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2025, na categoria Produtora Rural.
E quem aprecia são os visitantes, o casal Jair Torquato e Maria José Campos, de Brasília, representa bem o público que busca no festival mais do que lazer, uma experiência cultural ligada à tradição da cachaça. Eles percorreram os estandes atentos à diversidade de rótulos e à evolução da produção artesanal, e por isso logo apreciaram a novidade do sorvete de mandioca.
Com experiência no segmento, Jair integra um grupo voltado à valorização da cachaça no Brasil e destacou a qualidade dos produtores goianos. “Hoje não há mais espaço para amadorismo. Os produtores estão mais profissionais, preocupados com qualidade e identidade. A boa cachaça começa na essência, lá na origem, na fermentação bem-feita. É isso que faz a diferença no resultado final”, explicou Jair.

Ao lado dele, Maria José Campos, que acompanha e compartilha do interesse pela bebida, reforça o caráter leve e social da experiência. Juntos, eles representam o perfil de visitante que valoriza não apenas o produto, mas toda a cultura e o conhecimento envolvidos na produção da cachaça. Ele também reforça o consumo consciente: “Cachaça é para degustar, com calma, valorizando a essência”.
Já o apicultor local Delmon Miguel, da Mel de Olhos, encontrou no evento uma oportunidade de crescimento. “A feira movimenta toda a comunidade, atrai visitantes, ajudando na divulgação dos nossos produtos”, afirmou.
Esse tipo de percepção fortalece o posicionamento de Olhos d’Água como destino turístico. Com paisagens do Cerrado, pousadas aconchegantes e eventos culturais, o distrito se consolida como opção para quem busca experiências autênticas.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106
Na Regional Centro-Leste | Anápolis: Agência Entremeios Comunicação / Leidiana Batista – (62) 9862-66155
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