Cada vez mais ocupando posições de destaque na sociedade contemporânea, a mulher tem aumentado sua participação também na rotina econômica brasileira. De acordo com o último relatório especial sobre empreendedorismo motivado por mulheres no Brasil, realizado em 2019 pelo Sebrae Nacional, o público feminino é mais expressivo do que o masculino quando o assunto é a abertura de novos negócios.
Os dados mostram que o empreendedorismo tem despertado mais interesse das mulheres. A proporção de “novos empreendedores” – os que têm um negócio com menos de três anos e meio – é maior entre elas: 15,4% contra 12,6% de homens. O estudo constatou ainda que as representantes do sexo feminino empreendem movidas principalmente pela necessidade de ter outra fonte de renda ou de conquistar independência financeira.
Ana Paula Pimentel, 38 anos, encontrou na Podologia a oportunidade de se tornar uma empreendedora de sucesso. Desde 2004 ela é sócia de uma empresa-escola de Podologia em Goiânia. A princípio, a empresa começou pequena, realizando atendimentos apenas clínicos com a prestação de serviço especializados de tratamento e cuidados com os pés, mas hoje, após investimentos em capacitação e em consultorias, a clínica se tornou o Instituto de Podologia, que, além de realizar os serviços habituais, funciona como uma das principais escolas do segmento de Goiás.
A empresária goiana conta que conseguiu transformar sua ideia em negócio depois de muito planejamento e capacitação, e que não encontrou dificuldade de empreender por ser do sexo feminino. “Não percebo questionamentos ou tratamento diferente por eu ser mulher. O segredo é dominar o assunto, procurando sempre se capacitar para conquistar uma posição de respeito diante da sociedade”, sugere.
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Ainda é preciso melhorar
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Apesar dos dados positivos, na comparação com os homens, a diferença é ainda muito considerável, segundo o último relatório especial do Sebrae Nacional. A conversão de empreendedoras em donas de negócios, por exemplo, é 40% mais baixa que os homens. A cada 10 empreendedoras mulheres, apenas 3,9 se tornam “donas de negócio”, enquanto 6,5 dos homens obtém o sucesso.
As análises do estudo realizado pelo Sebrae mostram ainda que as mulheres empreendedoras são mais jovens e têm um nível de escolaridade 16% superior ao dos homens. Entretanto, elas continuam ganhando 22% menos que os empresários, uma situação que vem se repetindo desde 2015, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2018, os donos de negócio do sexo masculino tiveram um rendimento mensal médio de R$ 2.344, enquanto o rendimento das mulheres ficou em R$ 1.831.
Pensando em melhorar esse cenário, o Sebrae Goiás tem investido em projetos para incentivar as mulheres empreendedoras a transformarem suas ideias em negócios. A analista da Unidade de Atendimento de Projetos do Sebrae Goiás, Vera Elias de Oliveira, coordena o programa Delas – Mulher de Negócios, um projeto desenvolvido pela instituição que objetiva capacitar mulheres goianas e estimulá-las na jornada do empreendedorismo.
Desde o ano passado, após o lançamento do Passaporte Mulher de Negócios, o Sebrae vem reunindo mensalmente centenas de mulheres em todo o Estado oferecendo capacitação. São cursos, palestras, oficinas e treinamentos que auxiliam desde a estruturação de um novo negócio até em apresentar novas ferramentas para uma melhor gestão. “A mulher deve estar onde ela quiser, ocupar os espaços e empreender. Nosso objetivo com esses programas voltados ao público feminino é mostrar que trilhar o caminho do empreendedorismo não é inerente ao homem, mas a qualquer pessoa que tem vontade, coragem e se capacita para isso. E a mulher reúne todos os adjetivos para isso”, enfatiza.
Ana Maria Carvalho Santos participou da primeira etapa do projeto Passaporte Mulher de Negócios do Sebrae Goiás, realizado em 2019, com palestras e oficinas com a temática “Inspiração”. A empreendedora vai inaugurar em abril um Instituto de orientação e valorização da autoestima da mulher negra e conta sobre as dificuldades que tem enfrentado para empreender nesse segmento específico. Mulher, negra e empreendedora, Ana Maria participa do segundo encontro da Jornada da Transpiração, projeto criado pela instituição para aprimorar a gestão de negócios.
“O machismo e o racismo não podem ser mais apenas uma luta ideológica, é preciso ação. E o Sebrae, como instituição que capacita para o empreendedorismo, é o suporte que tem me auxiliado na estruturação dessa ideia”, completa.
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Informações para a imprensa:
No Sebrae: Adriana Lima – (62) 3250-2236 / 2252 / 99456-2491
Na Ideorama Comunicação em Goiânia: Alessandra Rodrigues – (62) 99849-9899
