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“O MEI dá dignidade”, diz economista e professor Sérgio Duarte

Entrevista ao Café com a CBN, em conjunto com Diretor Superintendente do Sebrae Goiás, o economista falou das vantagens de ser MEI
Por Karine Rodrigues
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Na edição do programa Café com a CBN, da Rádio CBN Goiânia, realizado nesta terça-feira, 31 de agosto, o Diretor Superintendente do Sebrae Goiás, Antônio Carlos de Lima Neto e o Economista e professor da PUC Goiás, Sérgio Duarte, responderam as perguntas dos apresentadores Mariani Ribeiro e Luís Geraldo, deram orientações para os futuros empresários e também responderam as perguntas dos ouvintes.

O Diretor Superintendente do Sebrae Goiás, Antônio Carlos de Lima Neto começou a responder as perguntas fazendo um panorama da situação atual. Ele destacou o ineditismo e as incertezas do momento, relatou sobre a desaceleração da economia e os vários indicadores ruins como o alto número de desempregados, redução de faturamento nas empresas e mais portas fechadas. Mas apesar de tudo ele segue otimista. “Nós do Sebrae podemos oferecer um apoio importante aos empresários e vejo que as pessoas estão se adaptando e superando todos os obstáculos”.

Antônio Carlos também explicou que todos têm a oportunidade de se tornar microempreendedor, de se formalizar, basta querer e todos têm no Sebrae Goiás um grande parceiro para ajudar nesse processo.  Os atendimentos presenciais na sede do Sebrae Goiás foram suspensos durante a pandemia, por isso, o número dos atendimentos online foram maiores, mas já voltaram ao normal com todos os cuidados necessários. “Todos os futuros empresários que têm procurado o Sebrae, tem a motivação que precisam para se formalizarem, e assim terem acesso a linhas de crédito, afim de formar capital de giro e crescerem dentro da sua atividade”, destacou.

O professor Sérgio Duarte que fez dupla com o Diretor Superintendente do Sebrae Goiás deu respostas mais técnicas e explicou que o resultado do grande número de abertura de novos negócios foi causada pela redução dos postos de trabalho, por isso, muitos partiram para abrir o próprio negócio, mas muitas vezes o início de tudo ainda é na informalidade.

Este não é o cenário não é o ideal, e segundo Sérgio, esse grande número de empreendedores foi empurrado para essa situação para sobreviver. “Precisamos nos lembrar que essa é a pior crise que vivemos desde 2014. E que em 2019 já tínhamos mais de 50% dos trabalhadores brasileiros na informalidade, com a pandemia isso piorou”, justificou.

Segundo o professor, a existência do MEI tem sido extraordinária neste momento, porque dá oportunidade para quem é manicure, quem faz marmitas e a uma gama muito grande de serviços. “A existência dessa modalidade é de extrema importância tanto que tivemos a incorporação de 2,3 milhões de novos microempreendedores nesta pandemia. Ninguém quer ficar na informalidade, o MEI dá dignidade”.

De acordo com o economista, a pandemia forçou não só as pessoas, mas todas as empresas foram obrigadas a serem fortemente empreendedoras para sobreviver. Um exemplo é o Magazine Luiza que virou um ecossistema de vendas, a Ambev que criou um aplicativo de delivery. Agora é bem verdade que se vive em um cenário bem desafiador, de ainda na pandemia, com a economia tentando se reerguer. “Porém, por vivermos em um quadro de instabilidade política, as perspectivas para 2022 são mais modestas, não planejamos a saída da pandemia, como fizeram os países mais modernos. Aqueles que conseguirem passar por isso, vão encontrar uma nova onda de crescimento e vão ter sucesso na retomada da economia” destaca ele.