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Quando a Engenharia abraça o sonho da infância

Idealizado pelo Prof. Daniel Cunha o Projeto Engenheiros da Infância comprova grande potencial ao integrar a Engenharia Mecânica e a escola infantil
Por Francisco Barros
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“A gente não tem que ter medo de novas ideias. Elas podem significar a diferença entre o triunfo e o fracasso”. A observação, tomada de empréstimo de Napoleon Hill, é do doutor em Engenharia Mecânica, professor da UFG, Daniel Fernandes da Cunha. Ele é o coordenador do projeto Engenheiros da Infância, vencedor da etapa estadual do Prêmio Sebrae de Educação Empreendedora. “Eu ainda não consigo descrever o que foi ganhar esse Prêmio”, acrescenta com a voz macia, pausada, às vezes baixa, mas que não esconde a emoção.

E esse sentimento tem os seus motivos. O projeto foi idealizado por ele há quase dez anos e começou a ser implementado, de forma mais efetiva, em 2018. O Engenheiros da Infância foi criado para auxiliar os profissionais da educação infantil que não possuem conhecimento técnico ou as ferramentas adequadas para a fabricação de recursos pedagógicos, como brinquedos para desenvolver habilidades motoras que auxiliem o processo de ensino-aprendizagem de crianças de Centros de Educação Infantil.

Daniel revela que, no princípio, o Projeto tinha todos os motivos para dar errado: sem apoio financeiro, sem informação e sem logística. “Na área de Engenharia quando eu comentava sobre o projeto com algumas pessoas elas não levavam a sério. Parecia uma brincadeira. Alguns chegavam a menosprezar a ideia”, rememora. Por isso, pensou em desistir algumas vezes, tendo em vista também a sua sobrecarga de trabalho na Universidade. “Mas toda vez que eu pensava em encerrar o projeto alguma coisa positiva acontecia”, explica.

Foi o caso quando o Engenheiros da Infância participou das Olimpíadas do Empreendedorismo da UFG. Aí as coisas começaram a mudar. O projeto foi  semifinalista do certame. Também ganhou mentoria da Ambev, no programa Vôa Júnior. Nova injeção de ânimo veio quando recebeu destaque na Revista Expressa Extensão, da Universidade Federal de Pelotas. A esses fatos se somou o apoio obtido junto à Pró-Reitoria de Extensão da UFG, que contribuiu para melhorar a sua formatação.

O projeto – conforme comenta Daniel –  deixava de ser uma ideia caseira, que surgiu como forma de ajudar as atividades da sua esposa, que atua como professora de educação infantil. Hoje, é composto por uma equipe multidisciplinar que inclui alunos de engenharia, fisioterapia e, também, pedagogos que orientam sobre a fabricação dos brinquedos mais adequados ao ensino-aprendizagem das crianças. “Atualmente o projeto é mais dos alunos do que meu”, observa Daniel. “Ele caminha para ser independente”.

A conquista do Prêmio Sebrae de Educação Empreendedora- 2021 veio selar essa espécie de “maturidade” do projeto.  E embora Daniel tenha dito que não saberia definir em palavras o que estava sentindo com a conquista, ele verbaliza o seu significado: “Pra mim foi o reconhecimento mais importante que vou ter na minha carreira docente, que ainda vai durar uns 35 anos”. E conclui, sem esconder, na voz, a sua emoção: “Esse prêmio, com certeza, vai ficar marcado como um dos mais importantes em toda a minha vida”.

Serviço:

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