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O caminho para empreender é árduo, mas na pandemia elas mostraram como sua capacidade de inovar

Autoconfiança é um fator determinante na hora de empreender, ser persuasiva nos negócios, arriscar e perceber oportunidades, mesmo em cenários machistas, que não oferecem as mesmas oportunidades.
Por Redação
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O empreendedorismo é uma das portas para a independência da mulher, mas esbarra em obstáculos. Alguns têm origem na luta por tratamento igualitário com o homem, onde o ambiente é hostil para elas, também na atividade empreendedora.

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Uma pesquisa americana concluiu que grande parte dos investidores acredita menos em empresas geridos por mulheres, que elas encontram grandes dificuldades para convencer os fundos de investimentos de que suas ideias são rentáveis. E que a batalha para provar sua capacidade técnica é muito mais árdua.

 

Outros obstáculos

 

“Falta de apoio do cônjuge, dificuldade para conciliar o tempo com as atividades domésticas e as tarefas escolares dos filhos (na pandemia, nem se fala!) elevam o stress da mulher empreendedora, e são obstáculos muito claros nessa trajetória”, afirma Luciana Padovez Cualheta, professora e PhD/UNB em administração em empreendedorismo.

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Apesar disso, de acordo com pesquisa Sebrae/FGV, existem 24 milhões de empreendedoras no Brasil e os pequenos negócios liderados por elas foram o grande motor do empreendedorismo na pandemia. Um estudo apontou que 71% dos negócios femininos inovaram na crise.

 

Goiás

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Em Goiás, segundo a pesquisadora, uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Goiás em parceria com o Sebrae em 2020, demonstrou que 32% das mulheres são empreendedoras empregadoras, com idade média de 44 anos, em sua maioria com ensino médio e superior completo, 49% delas são casadas e 63% possuem filhos. A renda média das mulheres empregadoras é de R$3479, enquanto a dos homens empregadores em Goiás é de R$4602. As pesquisas científicas indicam que os principais motivos que levam as mulheres a empreender são atuar de forma alinhada aos valores pessoais, trabalhar com maior autonomia, seguir a carreira dos sonhos, a necessidade de profissionalizar um hobby, de complementar sua renda, de ocupar seu tempo ocioso, ou porque são forçadas a buscar formas de se sustentar após a morte do marido ou divórcio.

 

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