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Expectativa do mercado imobiliário para 2021 é seguir crescendo

Para especialistas, setor deve continuar aquecido devido às baixas taxas de juros. No interior de Goiás, demanda é grande e atrai investidores
Por Redação
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A construção civil e o mercado imobiliário foram setores que se destacaram em 2020, mesmo com as adversidades da pandemia, e devem seguir numa crescente em 2021. A queda histórica da taxa básica de juros, a Selic, que saiu de 6,5% em agosto de 2019 e alcançou 2% em 2020, foi o que mais contribuiu para que as vendas acontecessem. Enquanto o investidor do mercado financeiro buscou no imóvel uma opção mais rentável e segura, diante de remunerações baixas a seus investimentos, o comprador para uso próprio passou a ter acesso a prestações menores com a queda de juros.

“Cada ponto percentual a menos representa diminuição de cerca de 20% da parcela da casa própria. O cenário também trouxe de volta o investidor para o mercado imobiliário, pois as aplicações financeiras passaram a ser pouco atrativas”, analisa Ricardo Teixeira, diretor da URBS Imobiliária. Mesmo com a possibilidade de aumento na taxa de juros para conter a inflação, ela deve continuar atrativa e manter o mercado aquecido, na expectativa do especialista, tanto em razão do aumento populacional quanto do bônus demográfico.

“Até 2040, o mercado imobiliário estará aquecido devido ao bônus demográfico no Brasil, que acontece quando a população na faixa etária em idade economicamente ativa é maior do que a população de idosos e crianças. Esse público se casará, terá filhos, poderá se divorciar e verá a casa ficar grande quando os filhos forem embora. Ritmos e movimentos naturais que dão dinâmica à demanda imobiliária”, salienta Ricardo Teixeira.

Em Goiás, a população cresce acima da média nacional:  1,77% ante a 1,12%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um desafio para 2021, segundo o diretor da URBS, é a diminuição do spread bancário (diferença entre a taxa de juros cobrada do mutuário e a taxa Selic), que ainda é alto. “A queda da Selic ainda não foi totalmente repassada para o consumidor que busca o financiamento”, destaca Ricardo.

Interior

E o crescimento da construção civil e do mercado imobiliário no último ano no Estado não ficou restrito à Goiânia e sua região metropolitana. Segundo o Instituto Mauro Borges, as cidades fora da região metropolitana correspondem, atualmente, a 60% do Produto Interno Bruto – PIB de Goiás, o que equivale a 117 bilhões de reais, segundo estimativas para 2018, feitas pelo IBGE. Na região sul do estado se destacam Catalão e Rio Verde, que no decorrer das últimas duas décadas chegaram quase a dobrar de tamanho, em razão das suas atividades econômicas ligadas à indústria e ao agronegócio, respectivamente.

A URBS Imobiliária, que também possui projetos de urbanização e incorporação, levou para ambas as cidades, junto com parceiros, projetos imobiliários. Em Catalão, a incorporadora lançou o primeiro empreendimento que reúne um centro de compras, um centro clínico e um centro de eventos no mesmo espaço. “O Polaris é o primeiro prédio comercial da cidade com essa envergadura. São 297 salas que vão atender empresas, profissionais liberais e clínicas. Além disso, vai abrigar um shopping e áreas destinada a eventos. Em apenas duas semanas, foram vendidas 90% das unidades. Isso demonstra a necessidade que Catalão tinha desse tipo de espaço”, comenta o diretor da empresa, José Humberto de Carvalho.

Ele explica que a URBS Imobiliária percebeu que os empreendimentos no interior são um nicho. “Há um processo rápido de crescimento de muitas cidades do interior do nosso estado. Muitas estão se tornando centros econômicos importantes e atraindo pessoas que desejam viver em municípios menores. Contudo, esperam encontrar uma infraestrutura que já estão acostumadas em cidades maiores”, explica José Humberto. Ele conta ainda que a empresa chegou em Rio Verde após observar uma demanda por moradias com mais espaços e com maior segurança.

O diretor da URBS comenta que os moradores do município buscavam viver em espaços com os mesmos padrões de vida das grandes cidades do país. “Nossa empresa sentiu que muitos moradores ansiavam por um lugar mais seguro para viver com a família. Assim, lançamos em 2020, um condomínio horizontal com 415 lotes. Rio Verde integra o hall de cidades fora de Goiânia com esse perfil. Além dela, também estamos em Morrinhos e Itumbiara. Sem sombra de dúvida, o mercado do interior já se consolidou. Ele representa mais de 15% de todos os nossos produtos”, explica José Humberto.