Nem mesmo a pandemia conseguiu barrar o crescimento de empresa goiana especializada em tecnologia de automação para segmento de joias. Com o apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Goiás (Sebrae-GO), a Maxinject foi a única do Centro-Oeste a participar da 29ª edição da Mercopar – Feira de Inovação Industrial – realizada em Caxias do Sul no último mês. “Vimos edital de chamamento do Sebrae que oferecia participação gratuita na feira para 50 empresas. Fizemos o cadastro e fomos selecionados. Só aí tivemos economia de R$ 7.500 que seria o preço do espaço do evento”, explicou o empresário Wander Correa.
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A coordenadora da Unidade de Projetos do Sebrae- GO, Priscila Vilarinho, explica que no site da instituição são divulgados durante todo o ano editais de oportunidades de acesso a mercado para apoio à participação de micro e pequenas empresas em feiras ou missões. Além disso, Priscila comenta que o Sebrae assiste as empresas tanto no stand quanto na forma de apresentação dos produtos e proporciona visitas técnicas a empresas e instituições durante os eventos.
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A Mercopar nasceu como uma feira destinada às empresas grandes que subcontratavam empresas menores para atender às suas necessidades. Com o passar do tempo, a feira se modernizou e expandiu sua abrangência para pequenas empresas ao constatar a importância delas para a economia. “A feira cumpriu sua função, não apenas gerar relacionamentos comerciais, mas também estimular pessoas e empresas a emergir no universo da inovação”, avaliou Wander. Neste ano, a Mercopar ocorreu em formato híbrido: presencial e virtual, movimentando R$ 78 milhões em negócios em todo país.
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Wander diz que optou pela participação em stand porque seu produto depende de apresentação e venda consultiva. “Quem compra quer ver como ficarão os moldes para a fabricação automatizada”, comenta. A máquina da Maxinject é uma injetora de cera para moldes de joias e semijoias. De acordo com o empresário, com ela é possível ampliar a capacidade de produção de peças com alta precisão em escala industrial e com custo 50% menor que as concorrentes estrangeiras do mercado. Wander saiu da feira com dois negócios fechados e parceria com empresas de crédito. Em Goiás, a Maxinject atende dez maiores empresas do ramo de joias em Goiás e cinco em Limeira (SP).
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Também durante o período da feira, Wander diz que estreitou laços com outra entidade do sistema “S” e que a convite do Senai vai fazer palestra para empresários da região Sul em janeiro de 2021. “Mesmo neste período de pandemia conseguimos atingir grandes empresas do ramo de joias – mais de 250 fábricas e quase 700 micro e pequeno empresários”, finalizou.
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Sobre a Maxinject
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Há mais ou menos três anos, por meio de investimentos próprios, três empreendedores goianos se juntaram para construir o protótipo da Maxinject. A ideia do negócio veio a partir da constatação de que a produção de joias e semijoias dependia de tecnologia importada. Wander Correa explica que de forma manual um joalheiro com experiência conseguia fabricar cerca de dez peças por dia. “Vimos nesta necessidade de automação uma oportunidade de negócio e chegamos ao patamar de uma produção com qualidade e precisão utilizando a injetora a vácuo de até duas mil peças por dia”, completou. Além disso, os fornecedores de outros países têm uma maior demora na reposição de peças bem como em oferecer os serviços de manutenção local. A máquina da Maxinject custa R$ 60 mil, em média, quase a metade do preço das máquinas importadas oferecidas pelo mercado.
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Essa tecnologia foi apresentada ao Programa Centelha da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG) com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) no começo de 2020 e venceu na categoria Projetos Inovadores no segmento “automação”. Os idealizadores do equipamento são: Roney Valdez, engenheiro de software; Paulo Medeiros, mestre joalheiro e Wander Kenne Correa, gestor de negócios.
