A pandemia mudou o comportamento da humanidade. Por conta das medidas de distanciamento social e segurança biológica, um dos segmentos mais afetados foram os consultórios odontológicos. Para dar conta de parte desse problema, a empresária e odontóloga Lívia Moreira decidiu retomar antigos clientes usando marketing direcionado e abriu seu próprio local de atendimento. “Mais restrito, personalizado e confortável”, explicou Lívia.
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A empresária é sócia de Dayane Borges, que também é especialista em ortodontia. Lívia afirma que o sonho de ter o próprio o negócio era antigo, mas que tomou forma depois que conheceu sua sócia quando ainda trabalhavam em outra empresa. “Colocamos esse sonho no papel e fomos alimentando. E lembro que logo no nosso primeiro encontro levei o ‘livreto’ Plano de Negócios de Sebrae”, relembra Lívia.
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Ela integra os 54 milhões de empreendedores (dados da Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor GEM, 2018/2019) brasileiros. Segundo o estudo, o Brasil deve fechar 2020 com a maior taxa de empreendedores iniciais dos últimos 20 anos. Mesmo com a crise gerada pela pandemia, o estudo revela que 25% da população adulta está envolvida na abertura de um novo negócio ou com empreendimentos iniciais (menos de 1 ano a 3 anos e meio de atividade). São empreendedores que se defrontam com o anseio de fazer dar certo o empreendimento.
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Planejamento prévio, conhecimento do mercado e aposta em uma gestão eficiente fazem parte de uma estratégia inteligente. Esses fatores aparecem entre as conclusões dos estudos Sobrevivência das Empresas no Brasil (realizado pelo Sebrae, última edição de 2016), como determinantes para a sobrevivência dos negócios nos cinco primeiros anos de vida. O estudo revela que para 61% dos negócios que fecharam nessa fase, a falta de planejamento foi decisiva.
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A empresária conta que para montar a clínica fez cursos e solicitou empréstimo da Goiás Fomento, mas que durante a execução do projeto veio a pandemia e os equipamentos não conseguiram chegar. “Com obras e equipamentos paralisados foi bem complicado. Mas, aprendi que quando temos o nosso negócio, mesmo em meio ao caos, ainda tem uma luz”, explicou comentando que os odontólogos donos do seu próprio negócio continuaram atendendo emergência durante o período de fechamento do comércio.
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Para conseguir clientes, a empresária manteve contato com pacientes antigos e ativou as redes sociais da empresa. “E o nosso diferencial que por ser um negócio mais reservado, o paciente não precisa se preocupar com uma recepção lotada, porque fazemos ao máximo para cumprir a agenda e evitar que um paciente entre em contato com outro”, explicou Lívia.
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A dica que a empresária dá para quem deseja abrir seu próprio negócio é se capacitar e fazer algo que goste. “Existem diversos negócios com profissionais medianos. Para se destacar em meio à concorrência é preciso muito trabalho. Além disso, é fundamental se capacitar, fazer o planejamento de fluxo de caixa, equipe de vendas, marketing e outros”, detalhou.
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Como tudo começou
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A odontóloga começou sua carreira no Programa de Saúde da Família (PSF), em Araguaína/ TO, logo que formou. Depois, ela decidiu mudar para Goiânia e trabalhou em diversas clínicas, mas “sentia que trabalhava muito, mas não construía algo pra mim”, disse. Antes de montar o próprio consultório a empresária conta ainda que fez bicos como Uber. “Eu não podia ter vínculo com mais um consultório, porque requer responsabilidade ética. Então eu continuei trabalhando em apenas uma clínica, 20h semanais, e as outras horas eu rodava de Uber”, explicou.
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Para ela o aprendizado desse período foi que é importante garantir conforto para os pacientes e para quem faz o atendimento. De acordo com ela, esse ponto foi fundamental na hora de decidir o local do empreendimento. “Definimos por um prédio comercial, com estacionamento, horário flexível e segurança”, finalizou.
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