Impactada pela crise econômica provocada pela pandemia do Coronavírus, uma fábrica de roupas íntimas de Porangatu teve que reinventar a forma de trabalhar para se manter viva no mercado têxtil, mudou totalmente a linha de produção e agora investe na produção de máscaras de proteção facial.
Fundada em março de 2001 e especializada na industrialização e comercialização de produtos de alta qualidade, a fábrica de confecções que antes trabalhava com foco na produção de lingerie, moda praia e fitness, atendendo a pessoas exigentes e de gosto refinado, abastecia a Região Norte do Estado de Goiás e outros Estados e até fazia exportações. Porém, devido à baixa procura desses itens, os investidores tiveram que mudar a forma de trabalhar e passaram a atuar na produção do EPI.
E para manter o nível dos produtos antes ofertados pela empresa, eles foram buscar no mercado um tecido que amenizasse a sensação de desconforto provocada pela maioria das máscaras faciais comuns. A ideia deu certo e o resultado foi uma crescente demanda pelo produto. Fabricada em tecido viscose com elastano e possuindo duas camadas, a máscara pode ser lavada com água e sabão.
De acordo com a direção da empresa, a produção diária de máscaras gira entorno de mil unidades por dia. Sendo assim, enquanto muitos empreendedores amargam os reflexos negativos no setor econômico em razão da crise provocada pelo Coronavírus no setor mercantil, a empresa têxtil Le Fetiche comemora um acentuado avanço comercial.
A qualidade dos produtos fica por conta da empresária Mariluci, que faz questão de analisar de forma criteriosa cada peça produzida pela fábrica. “Hoje nós já estamos tendo dificuldades para atender o mercado local, tendo em vista que passamos a atender outros Estados, como Pará, Mato Grosso, Brasília e principalmente o Estado do Tocantins e com isso graças a Deus nós não precisamos demitir, pelo contrário, tivemos foi que contratar novos funcionários”, explicou o sócio do negócio Arlan Pinheiro.
Na estrutura ampla da indústria e da loja, estão sendo observados os espaçamentos exigidos pela legislação vigente, permitindo assim que o distanciamento seguro entre funcionários e clientes, a fim de evitar a contaminação pelo novo Coronavírus. Outros profissionais trabalham em casa em sistema de facções para evitar aglomerações.
O bom momento da empresa veio justamente no período em que os investidores acabaram de inaugurar a sua sede própria, no setor Leste. “A empresa retomou suas atividades após o período de quarentena, reduzindo o quadro de funcionários para se adequar às exigências da vigilância sanitária e dedicando exclusivamente à fabricação de máscaras semifacial para atender as necessidades e a alta demanda, com a preocupação e a responsabilidade de oferecer um produto de alta qualidade. A fabricação de máscaras além de proteger a população e recuperar o faturamento da nossa empresa foi fundamental para que pudéssemos manter os empregos dos nossos cooperadores, pois não teríamos a mesma demanda se nós tivéssemos dado continuidade às nossas tradicionais linhas de produção”, relatou a dona da empresa Marilucia Silva Pinheiro.
De acordo com a proprietária da indústria de confecção, os diversos cursos de qualificação que ela realizou juntamente com seus funcionários por intermédio das ferramentas disponibilizadas pelo Sebrae nas áreas de consultoria financeira, produção e outros seguimentos foram essenciais para que ela tomasse as decisões assertivas. “Sim, com certeza, o Sebrae me ensinou muito e tudo que aprendi tem sido muito importante nesse momento de dificuldades, a instituição ela nos prepara para enfrentar esses momentos difíceis como está sendo agora, tenho muito a agradecer ao Sebrae pelo excelente desempenho que a minha empresa está vivenciando em meio a esta pandemia”, disse Marlúcia Silva Pinheiro.
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