Com a recomendação do Ministério da Saúde (MS) sobre o uso de máscaras pela população em geral, empreendedora de Goiânia encontra na produção desses itens uma forma de continuar faturando mesmo com o decreto de fechamento do comércio no Estado.
Dimara Tavares dos Anjos Morais percebeu na crise da pandemia de Covid-19 uma oportunidade para diversificar seus produtos e produzir máscaras faciais. Confeccionadas em tecido ou em material descartável, as máscaras têm preços que variam de R$ 3 a R$ 10, de acordo com a quantidade e o tipo de material utilizado.
Na última sexta-feira (3), o governador Ronaldo Caiado atualizou a cartilha sobre o que abre e o que fecha durante o isolamento social em Goiás e detalhou que estabelecimentos comerciais não essenciais devem permanecer fechados por mais 15 dias. “Parei toda minha produção de laços e comecei a fazer máscaras faciais. Como hoje está muito difícil conseguir esses equipamentos de proteção, vi na crise uma chance de produzir algo que pudesse ajudar as pessoas e conseguir manter meu negócio”, explica a empresária.
A loja de laços e acessórios infantis funciona há mais de dois anos e a fabricação de máscaras faciais começou há mais ou menos 30 dias. Os pedidos são feitos pelo telefone, redes sociais e Whatsapp. O site da loja ainda está em construção.
A empresária comenta que a partir de dez máscaras faciais a loja faz entregas mediante taxa. “Acima de 100 é possível fazer preços diferenciados para atacadistas, revendedores e hospitais”, disse. Dimara comenta ainda que a loja fará trabalho social de distribuição de algumas máscaras para hospitais da cidade.
Atualmente a loja tem atendido pedidos de panificadoras, centros de saúde, hospitais e pessoas físicas. “As máscaras de tecido tem higienização simples, basta colocar em desinfetante/alvejante por dez minutos. Agora todo mundo vai precisar de uma ou duas máscaras”, explica Dimara. A produção tem feito sucesso e a empresária agora tem sido procurada por outras empreendedoras para dar cursos na área.
Como tudo começou
A ideia do negócio de laços veio de uma preocupação frequente das mulheres que têm filhos, que é conciliar o trabalho com a permanência em casa. “Devido à gravidez do meu filho fui procurar algo que me desse retorno financeiro e pudesse trabalhar em casa. Fiz alguns laços e pessoas próximas começaram a comprar”, relembra Dimara.
De acordo com a empresária, o incentivo para crescer e fazer disso um negócio veio do marido. “Meu esposo sugeriu que eu fosse a Campinas (bairro conhecido por ser um dos polos comerciais de Goiânia) oferecer meus laços. Ele sempre foi meu grande incentivador, e me põe para cima, é importante citar isso”, ressalta.
Formada em Educação Física, antes do negócio de laços a empresária trabalhava como personal trainer. Para fazer do hobby um negócio, Dimara procurou o Sebrae Goiás e fez diversos cursos. “A partir do momento que comecei a trabalhar nesse novo negócio eu procurei o Sebrae e fiz cursos de fluxo de caixa, de atendimento a clientes e outros. Lá é quase minha segunda casa”, comenta.
Sem romantizar o sucesso do negócio, a empresária diz que trabalhou a vida inteira e que persistência deve ser uma qualidade para quem decide empreender. “Tenho coragem para trabalhar e correr riscos (…) e sou apaixonada pelo ramo de vendas e atendimento. Gosto de trabalhar com pessoas e elas me consideram uma vendedora por excelência”. Para os que querem começar a empreender, a empresária dá a dica: “o medo é inimigo do sucesso e é preciso estar sempre de olho no mercado”, finaliza.
Serviço
Di Anjos – Laços e Acessórios Contato pelo whatsapp: 62 99657-3775 Instagram: @Dianjosoficial e @Dimaramorais
Informações para imprensa
Adriana Lima (Sebrae)- (62) 3250-2236 / 2252 / 99456-2491
