A crise causada pelo coronavírus é mais profunda para as mulheres. Segundo dados recentes da pesquisa PNAD Covid-19, no trimestre, o número de mulheres que perderam o trabalho foi 25% maior que o de homens. Para tentar minimizar esse impacto, durante todo o mês de junho, o Sebrae Delas assistiu artesãs goianas de forma individualizada e realizou webinários de capacitação. Com a pandemia, além da preocupação com a questão de saúde pública, as medidas de contenção do vírus refletem, não apenas no funcionamento do comércio presencial e eletrônico, como também na entrega da encomenda.
Para a artesã Maria de Fátima Dutra Bastos, conhecida como Fatinha, o apoio do Sebrae Delas veio em boa hora exatamente para dar conta desse desafio de vender pela internet. Ela vê o frete como um dos gargalos do seu negócio. “O cliente quer comprar uma peça de R$ 30, mas daí quando vê o frete desanima. A capacitação vai ser muito boa para conseguirmos ver alternativas para isso”, comentou Fatinha.
A analista do Sebrae, Vera Elias de Oliveira, explica que as soluções do Sebrae Delas foram pensadas para se ajustar às necessidades dessas mulheres, com acompanhamento individualizado. As capacitações feitas pelos webinários tiveram como temas: Marketing Digital, Gestão Financeira, Design Thinking e Comportamento Empreendedor.
Para Fatinha, o Sebrae é “a luz no final do túnel”. Ela explica que quando a pandemia chegou estava com estoque grande e três feiras de exposições agendadas, mas tudo foi cancelado. “Antes eu tinha uma vida controlada e segura. Agora, estou tentando vender pela internet”, relatou Fatinha.
Fatinha é otimista e diz que acredita que com as capacitações e apoio do Sebrae Delas novos tempos chegarão. “A gente sozinha é fraca. Quando a gente se une fica fortalecido. Nós artistas somos um pouco desorganizados com essas questões práticas da empresa: conta, banco (…) Com o apoio do Sebrae vamos conseguir resolver essas e outras coisas”, comentou.
A dica da Fatinha para quem está começando agora ou está sem saber o que fazer nesta pandemia é: aprender de tudo um pouco. “Tem que aprender a vender, comprar, negociar e atender o cliente bem. Aprendi com o cliente a vender os produtos que eles estão buscando”, explicou. Além das esculturas, a empreendedora se especializou em produtos de natal, como guirlandas que são vendidas em todo Brasil.
Como tudo começou
Foi com a palha de milho que Fatinha encontrou sua vocação artística. Ainda criança, brincava no interior de Goiás com o material e passou assim a expressar suas ideias em esculturas. Em meados da década de 70, Fatinha passou a trocar suas esculturas em uma feira, mas foi só nos anos 2000, com o apoio do Sebrae que profissionalizou sem negócio. “A história da minha arte e a da minha empresa começou depois desse encontro com o Sebrae”, relembrou. A artesã é conhecida e premiada tanto nacionalmente quanto internacionalmente. É dela a santa de Nossa Senhora do Menino Jesus que encantou o Papa Francisco em 2018.
SERVIÇO:
Fatinha Fibras e Fios
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Contato: 62 3322-6197
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