Os pequenos produtores de leite de Bela Vista de Goiás estão recorrendo à biotecnologia para padronizar os rebanhos a partir de animais de alta linhagem e, assim, obter mais lucratividade no negócio. Tudo isso com o apoio do Sebrae para implantação de boas práticas agropecuárias e qualidade do leite. A iniciativa disponibiliza consultoria tecnológica de forma subsidiada. Pelo Sebraetec, a instituição arca com 70% do custo do projeto.
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Cinely Carlotto, analista Sebrae Goiás, explica que o máximo subsidiado pelo Sebraetec começa com 30 matrizes vazias para inseminar em torno de 20 e alcançar pelo menos 8 prenhezes. “Se for um rebanho menor, o projeto é redimensionado”, disse. Não há pré-requisito para participar do programa, mas havendo boas práticas na fazenda, a probabilidade de sucesso é maior. “O projeto é voltado para aqueles bovinocultores que desejam otimizar os resultados da propriedade e melhorar o padrão genético do rebanho, por menor que seja”, afirma Cinely.
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Um dos produtores de leite de Bela Vista, Ivo Donizete Rezende, que também é cooperado da Cooperbelgo, foi o primeiro a ser atendido pelo programa do Sebrae na cidade. Depois de sua experiência, outros 15 produtores de leite da cooperativa passaram a usufruir os benefícios do projeto. Ele explica que os consultores do Sebrae já fizeram três visitas. A primeira foi para diagnóstico quando foi protocolado 14 animais, a segunda para retirar implante e a terceira para colocação dos embriões em 12 vacas.
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“A última visita será em dezembro para verificar quantas ficaram prenhes. Até então tenho só elogios aos competentes funcionários que demonstram grande preocupação com o resultado do projeto”, disse Ivo. Seu contrato é para implantação de seis embriões girolanda.
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A fertilização in vitro – é considerada a mais moderna prática para reprodução de plantéis de alta performance. Pelo projeto, os proprietários são acompanhados por uma equipe de técnicos veterinários e equipamentos de ponta diretamente na propriedade. Os consultores contratados pelo Sebrae realizaram a coleta ou aspiração do material genético das matrizes e, em laboratório, fizeram a maturação desse material. Em seguida, os embriões são implantados nas receptoras, como se fossem barrigas de aluguel.
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De forma simplificada, o projeto ajuda, por exemplo, produtores que possuem gado mestiço, sem raça bem definida, a direcionar, via genética, o rebanho para uma raça pura mais compatível com o tipo de produção que espera atingir – ou seja, voltada para produção de leite ou de carne, já que existem raças mais adaptadas para as duas finalidades – num intervalo de dois a três anos.
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Sobre o projeto
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O Sebraetec é uma iniciativa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae, que oferece a solução tecnológica certa para ajudar os empreendimentos, seja da zona urbana ou rural, a inovar, fazer melhor, mais rápido e com menos custo.
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Além da melhoria genética do rebanho, a fertilização in vitro garante outras vantagens como: aumento da proporção do nascimento de fêmeas; incremento na produtividade de leite/vaca/ano; possibilidade de nascimento de até 100 bezerros/ano descendentes de uma matriz de qualidade superior; aproveitamento de fêmeas mais novas ou mais velhas que poderiam não suportar uma gestação tradicional, dentre outros.
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Informações para a imprensa:
No Sebrae: Adriana Lima – (62) 3250-2236 / 2252 / 99456-2491
Na Ideorama Comunicação em Goiânia: Aline Bouhid – (62) 98200-0404
