O mercado de alimentação tem passado por profundas transformações em razão da pandemia de Covid-19. Não escapa a essa realidade quem trabalha com doces. Tradicionalmente, às vésperas da Páscoa o mercado de confeitaria e chocolate aumenta sua produção e suas vendas. Mas, neste ano, para continuar faturando as empresas têm investido em cuidados na produção, entrega facilitada e em produtos menores e mais baratos. É o que conta a confeiteira Lívia Magalhães, confeiteira há cinco anos, que atua em Goiânia.
A empreendedora conta que por conta da inesperada pandemia foi necessário repensar as ações de marketing e venda dos produtos. “Bolos e doces de aniversário foram cancelados, adiados ou reduzidos. Com a privação social as comemorações foram alteradas para dentro dos lares e em família. Antes eu fazia bolo a partir de 1,5kg e o cliente buscava. Hoje, com o atual cenário me adaptei a bolos a partir de 1kg e levando o produto até o cliente”, explica Lívia.
A Páscoa neste ano cai no dia 12 de abril, coincidindo com as principais medidas de isolamento e enfrentamento ao Covid-19 no Brasil, dificultando as vendas do setor. A empreendedora afirma que para se adaptar ao período tem oferecido também opções econômicas, porque as pessoas estão gastando menos. Além disso, Lívia comenta que um dos diferenciais é mostrar ao cliente que sua produção é cuidadosa, seguindo as normas de higiene e de entrega segura. “É importante mostrar ao cliente os cuidados que temos tido na produção para evitar a contaminação do alimento”, frisou a empresária.
Lívia explica ainda que tem abusado da divulgação dos produtos nas redes sociais, com imagens atrativas e que despertem novos sentidos nos consumidores. “Estamos vendendo o produto- doce- como uma experiência. É um momento da família se confortar e o doce tem esse efeito”, afirmou.
A palavra da vez do setor parece ser ‘reinventar-se’ na tentativa de minorar os impactos da crise provocada pelo coronavírus. “Oferecer uma entrega segura e embalagens preparadas com cuidado e carinho faz valorizar a encomenda. E, por último, se ao sentir o sabor o cliente reconhece que pagou por algo deliciosamente incrível, vai fazer a divulgação voluntária do produto adquirido. O resultado são novas encomendas e clientes fidelizados”, frisou Lívia.
A confeiteira começou sua empresa há cinco anos. Ela tem uma página comercial no Instagram (@chef.liviamagalhaes) onde faz a divulgação do trabalho, mostra diariamente como realiza a produção de bolos e doces e dá dicas de receitas para quem quiser se aventurar na cozinha. “A intenção é mostrar às outras mulheres que é possível buscar uma fonte de renda usando a própria cozinha”, explica Lívia.
Lívia começou a trabalhar fazendo doces exatamente dessa forma: na própria cozinha. “Após a maternidade, com a chegada do primeiro filho me vi querendo acompanhar crescimento deles e junto veio a necessidade de produzir os recursos
necessários para complementar a renda da família. Como sempre tive facilidade de fazer os doces das festinhas de família comecei a divulgar para os próximos que estava fazendo doces por encomenda”, relembra.
A empreendedora conta que também que procurou um curso de confeitaria no Senac. “O primeiro investimento que fiz foi o curso e depois uma batedeira profissional. Comprei os ingredientes e fui colocando em prática, testando técnicas e sabores que me agradavam”, recorda a empresária. Ela conta que, no início, a divulgação de seu trabalho foi no boca a boca. “Quando me dei conta já estava se tornando um negócio e fui investindo nos utensílios necessários à medida que vendia”, finaliza.
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Serviço:
Lívia Magalhães
Instagram: @chef.liviamagalhaes
Whatsapp: 62 9 96195757
