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Da queda severa dos preços do leite em abril
à estabilidade nesse momento

O presidente da Comissão de Bovinocultura de Leite da FAEG, Vinícius Correia de Oliveira, relata o cotidiano da Fazenda Três Barras, de sua propriedade, nesses tempos de pandemia, e o comportamento dos negócios leiteiros durante esse período atípico no país
Por Deise Pasquarelli
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Dados do Sebrae apontam que, no ranking do quarto maior produtor de leite do país, com 2, 7 bilhões de litros por ano, Goiás tem desenvolvido tecnologias para traçar estratégias e diagnósticos na produção da cadeia leiteira. A Cartilha de Diagnóstico da Cadeia Láctea, uma das iniciativas que une forças do setor produtivo, instituições e Estado, foi lançada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) em parceria com o Sebrae Goiás. Acesse aqui para ter acesso ao diagnóstico disponível para download

As maiores bacias leiteiras estão concentradas nos municípios de Piracanjuba, Orizona, Jataí, Rio Verde e Morrinhos. O Diagnóstico da Cadeia Láctea do Estado de Goiás é uma pesquisa com quase 600 produtores. Para agregar o perfil da localidade, Orizona, o presidente da Comissão de Bovinocultura de Leite da FAEG, Vinícius Correia de Oliveira, relata o cotidiano da Fazenda Três Barras nesses tempos de pandemia e o comportamento dos negócios leiteiros durante esse momento atípico no país. 

Engenheiro civil de formação, atuou no mercado de construção civil em Goiânia até 2005, ano em que assumiu o negócio da família em Brasília, até 2018. “Meu pai tocava a fazenda com uma gestão bem familiar, como um hobby, até que em 2016, ao lado do meu irmão decidimos assumir esse desafio. Em 2018, assumi totalmente o negócio da fazenda, sem a sociedade com meu irmão, e até hoje estou nesse grandioso desafio: ser criado no mundo urbano e vir morar e tocar um negócio de fazenda”, resumiu ao comentar sobre sua mudança radical de trabalho e de vida, ao lado da  esposa e as três filhas do casal.

O foco da Fazenda Três Barras era o leite desde 1994 e, a partir de 2017, também agregou-se o sistema de confinamento de gado em estábulo. “Definitivamente, nos profissionalizamos e buscamos a eficiência a cada dia”, alegou Vinícius, cuja propriedade fica em Orizona, Sudeste de Goiás. “Devido ao Covid-19, decidimos deixar nossa casa em Pires do Rio e ficarmos todos na fazenda em definitivo até o final desse ano”, pontuou. Ele destaca que a produção atual do empreendimento é de seis mil litros de leite/dia, promovendo um aumento significativo desse número, previsto com a expansão do galpão e do plantel da fazenda, com término de obras planejado para maio de 2021, com a projeção para oito a nove mil litros/dia.

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Bacia Leiteira

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Dados do último censo (2017) apontam Orizona como a primeira bacia leiteira do Estado. Os dados compartilhados por Vinícius relatam uma produção de 110.000.000 litros /ano,  o que equivale a aproximadamente 305.000 litros/dia em 1.150 propriedades produtoras de leite, das 2.520 prioridades do município . É a sétima bacia leiteira do Brasil. 

“Nos preocupamos quanto à crise que estava por vir nessa pandemia, pois se trata de um produto cuja demanda está praticamente no mercado interno, com um consumo per capta de 167 litros ao ano no Brasil”, destacou Vinícius ao elencar um agravante. “Como toda a cadeia de food service (restaurantes e locais de alimentação) fechou por meio dos Decretos, o consumo de derivados de leite despencou, sendo que cerca de 35 e 40% do que se produz no Brasil é destinado à produção de queijo, como a mussarela”. 

Ainda, o presidente da Comissão de Bovinocultura de Leite da FAEG destaca que houve uma baixa considerável no preço do leito no final de abril. “Aconteceu um efeito reverso, haja vista o preço da arroba estar muito bom, optamos por abater animais que eram gado leiteiro, transformando, naquele momento, em gado de corte”. Severa queda de produção, afetada inclusive pela seca atemporal no sul do país, acentuando ainda  mais esse panoprama de impacto negativo, a alta do dólar e ausência de importações de leite em pó. “Foram dois fiéis da balança naquele período do ano, encarando a pandemia, trazendo o aumento considerável em 30% ao valor do produto, por conta da ausência de leite no mercado”, arrematou Vinícius.

Ao contrário do restante do país, o agronegócio, segundo ele, vive bons tempos. “Estamos praticamente imunes à pandemia  até o momento, pois sabemos que virá a ressaca da crise, mas acreditamos que os hábitos alimentares das pessoas irão mudar  e o consumo de produtos mais naturais, onde incluímos o leite, pode ser um fator diferencial; é um dos alimentos mais completos que existe. Acredito nessa mudança de hábitos por conta da importância e nobreza do leite na mesa dos brasileiros”, destacou ao salientar que o leite é uma fonte natural  de vitaminas dentre as financeiramente mais acessíveis.

Serviço:

Fazenda Três Barras

Instagram @fazenda3barras

(61) 9 9197 9590

Informações para a imprensa:

No Sebrae: Adriana Lima – (62) 3250-2236 / 2252 / 99456-2491

Na Ideorama Comunicação (Catalão): Deise Pasquarelli – (64) 98116-7276