Pioneira em criar um espaço de coworking em Rio Verde, a empresária e proprietária do escritório Espaço Capital, Lorena Carvalho, ressalta que o empreendedorismo exige a estruturação do negócio. “E a mulher empreendedora não deve desistir dos desafios”, diz a empresária, lembrando do Dia Internacional da Mulher. O coworking é um modelo em que profissionais de várias áreas compartilham o espaço de trabalho, trocam experiências e buscam inovação e criatividade.
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Atualmente, as mulheres progrediram no ramo do empreendedorismo, mas as pesquisas demonstram que alguns avanços precisam acontecer. Conforme levantamento do Sebrae, as donas do negócio possuem maior grau de escolaridade em comparação aos homens, porém elas ganham menos dinheiro. Também em comparação ao sexo masculino, o estudo aponta que as mulheres trabalham mais por conta própria e administram estruturas de negócio mais simples, além de terem grande atuação no setor de serviços.
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Para que o empreendimento progrida, Lorena destaca a importância de trabalhar alguns aspectos. “Muita coisa fica a cargo da pequena empresária e dessa forma, ela não estrutura bem o negócio. Isso talvez acontece porque há um olhar muito simplista da atividade”, afirma.
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Pelo fato de ser mulher, a empreendedora enfrenta, às vezes, certos tipos de pergunta na entrevista de trabalho ou na hora de formar parceria de serviço, conforme observou a empresária. “Perguntam se ela é casada; se é a única pessoa que põe dinheiro em casa através do negócio e se há outra pessoa na família que ajuda seu empreendimento, além de questionarem se já possuem filhos ou pretendem ter.”
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Portanto, Lorena avalia que diversos fatores interferem no desenvolvimento do negócio. Inclusive, a empresária já atendeu mulheres que passaram por questionamentos sobre a capacidade delas. “Alguns questionam que é o marido que paga as contas em casa e assim, o negócio não é tão importante para elas. Outros reclamam que se algo acontecer com os filhos, elas precisam deixar o trabalho por um momento.”
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Aliás, a empresária alega que, em muitos casos, é a mulher que abandona o trabalho para acompanhar os filhos, lembrando que não existe uma divisão dos afazeres em casa entre marido e mulher na maioria das vezes. “Elas acumulam alguns papéis de forma inconsciente.”
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Logo, observa que alguns negócios liderados por mulheres começam a ficar prejudicados em razão do não entendimento dessa divisão de atividades dentro de casa e dentro da sociedade. “Sem contar que há um apoio reduzido do parceiro sobre o trabalho da esposa e certas empresárias não recebem a devida colaboração da rede mercantil em que elas possuem relacionamento. Existem esses impasses”, comenta.
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Como exemplo de incentivo ao empreendedorismo feminino, Lorena lembra que o “Sebrae Delas” (programa que auxilia empreendedoras a aumentar a probabilidade de sucesso do negócio) ajuda em certos aspectos incluindo o processo de vendas. “Uma das orientações é no sentido de estabelecer um funil de vendas, por exemplo, e muitas mulheres não tinham noção disso. No meu caso, o Sebrae contribuiu com a parte operacional. Ações como “Sebrae Delas” inspiram e apoiam muitas empresárias”, frisa.
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Participante de um grupo de empreendedorismo feminino em Rio Verde, que conta com o apoio da entidade, a empresária afirma que a pauta do grupo não é voltada apenas para a parte de negócios. “Se uma mulher precisa de um suporte ou da indicação de fornecedores, por exemplo, buscamos ajuda dentro da nossa equipe.”
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Pelo fato de Rio Verde ser representada como um grande polo do agronegócio, há uma classe de mulheres do setor que é bem atuante na cidade e trabalha em diretorias e presidências de entidades classistas, segundo a empresária. “Quando olhamos para a rotina do segmento agropecuário e sua cadeia produtiva, vemos que há mulheres negociando e fazendo várias ações. De uma forma geral, não chegamos ainda em um universo ideal, mas eu vejo um mercado bem diverso no município e estamos caminhando bem.”
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Coworking em Rio Verde
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A decisão da empresária de trabalhar com um espaço de coworking foi até mesmo incentivada pelo formato de serviço do seu antigo emprego no Sebrae. “Foi uma decisão de continuar apoiando o universo do empreendedorismo de forma colaborativa e olhar para o horizonte trabalhado a várias mãos.”
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Lorena percebe que existem outros espaços de coworking abrindo as portas em Rio Verde e analisa de forma positiva o despertar de outros empresários para esse universo. “Afinal, é um maior número de profissionais ajudando a ensinar sobre o coworking e fazendo com que o modelo de trabalho seja mais entendível.”
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Nesse universo de desafios e avanços no trabalho feminino, Lorena reforça que as mulheres não podem desistir do negócio, pois relata que em certas ocasiões, elas se sentem perdidas e não sabem o que fazer diante das dificuldades. “Mas não desistam, pois é importante a presença feminina do mercado. Elas trazem outra perspectiva e a diversidade torna o mundo melhor. Além do mais, a mulher não deve ter culpa por não conseguir realizar determinado desafio, pois isso é natural na jornada de empreender”, conclui.
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SERVIÇO
Espaço Capital
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