Em sua vida profissional, o que mudou com a pandemia do Covid-19? Para muitos assalariados, a rotina de home office passou a ser a única possibilidade. Há também um número enorme de empresários que veem seus negócios afetados pelos impactos logísticos e de queda na demanda, restando a eles ficar de olho nos pacotes de estímulo econômico anunciados pelos entes públicos.
Agora, já imaginou como está a vida dos autônomos informais? Daqueles que não possuem CNPJ, dependem diretamente da circulação de pessoas para exercer sua profissão e estão totalmente sem rendimentos durante a quarentena? São eles os pequenos prestadores de serviços, os vendedores, seja de doces, de salgados, de cachorro quente, de utensílios, etc. São milhões de trabalhadores com atividade atrelada à economia formal (cuja clientela pode ir desde colaboradores de empresas e estudantes até os transeuntes nas ruas e motoristas parados em sinaleiros) e que não gozam das garantias que outras categorias acessam.
Dados divulgados pelo IBGE, referentes ao segundo trimestre de 2019, mostram que: no período, o Brasil chegou a cerca de 11,8 milhões de trabalhadores sem carteira assinada e 24,3 milhões atuando de forma autônoma. E que nos 12 meses anteriores à publicação da pesquisa, cerca de 1,1 milhão de pessoas passaram a trabalhar por conta própria. 69% delas sem CNPJ.
Muitos venciam o desemprego e a falta de oportunidades virando-se como podiam, sem aproveitar benefícios previdenciários e de outros tipos concedidos a pequenos empresários formais (como os MEIs, microempreendedores individuais).
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Você tem como seguir comprando dessas pessoas
Que tal continuar comprando de um empreendedor informal que você conheça? Felizmente, há maneiras criativas de solicitar os produtos ou serviços daquela manicure em que você confia ou daquele pipoqueiro que você encontrava no caminho da faculdade ou do trabalho. São as “vaquinhas virtuais”, ou projetos de financiamento coletivo.
Essas ferramentas se popularizaram no país há alguns anos, inicialmente utilizadas por artistas para bancar seus projetos. Mas logo se mostraram uma opção viável também para profissionais de outras áreas, já que alguns sites não apresentam restrições de segmento. Basta divulgar bem e engajar o público consumidor.
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Como fazer?
As campanhas funcionam de maneira simples, juntando colaborações financeiras que, mais tarde, dão direito a recompensas. Ou seja, são plataformas de pré-venda. E as recompensas podem ser, justamente, o produto ou serviço vendido pelo trabalhador ou trabalhadora informal.
? Basta fazer cadastro em um dos sites do tipo e criar uma campanha estipulando uma meta, que pode ser de um salário mínimo, por exemplo. Busque um valor que seja proporcional às receitas da pessoa ajudada.
? Aponte as recompensas vinculadas às doações: apresente o cardápio.
? Divulgue e engaje aqueles colegas que costumavam acessar os serviços da pessoa que está sem ter como vender neste momento.
Se tudo der certo, a meta será atingida, o trabalhador contará com recursos para continuar atuando e os doadores (ou melhor, compradores) só precisam aguardar o tempo necessário para acessar a recompensa.
Confira as plataformas mais conhecidas, fique por dentro das possibilidades e escolha uma para a sua campanha: www.benfeitoria.com www.kickante.com.br
www.catarse.me
