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Encontro Delas comemora dia internacional do empreendedorismo feminino

Evento on-line teve a participação do treinador e ex-jogador da Seleção Brasileira de Voleibol, Giovane Gávio
Por Luiz Carlos Sarlo
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De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 9,3 milhões de brasileiras são líderes em seus negócios. Dia 19 de novembro é comemorado o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino e, para celebrar a data, o Sebrae Goiás realizou o webinar “A dona do jogo”, com a apresentação do treinador e ex-jogador da Seleção Brasileira de Voleibol, Giovane Gávio, e a participação da mentora de negócios e carreira e especialista em inteligência emocional, Elienai Pereira, da psicóloga, consultora do Sebrae e empreendedora, Cybele Bretas, e encerramento show com Carina Duarte.

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 A analista do Sebrae Goiás e gestora do projeto, Vera Elias Oliveira, conta ter aprendido bastante com a experiência. “Eu diria que ver a trajetória que as mulheres goianas estão traçando frente ao empreendedorismo e ao mesmo tempo enfrentando todo esse momento dessa crise do coronavírus tem me trazido um aprendizado muito grande e intenso em relação a entender o comportamento humano”, enfatizou. “A experiência foi maravilhosa, porque a gente pode demonstrar o quão importante é a construção de rede, como se faz isso. E quando se fala em empreendedorismo feminino nós estamos falando da nossa sociedade, do ser humano, daquilo que é do humano. Trazer o Giovane foi um grande presente que nós recebemos. Ele trouxe muita clareza com relação a isso. A gente precisa desmistificar que há uma barreira. Há diferenças sim, mas barreiras não”, completou.

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Para a consultora do Sebrae Goiás e empreendedora, Cybele Bretas, o encontro foi muito rico, pois foi um ‘mix’ de arte, esporte e conhecimento. Cybele acredita que foi uma celebração, muito mais do que uma palestra. “O paralelo que o Giovani fez foi muito interessante porque ele trouxe as premissas do esporte para a vida. Ele fez uma retrospectiva da vida dele, que é um cenário de contato com muitas mulheres, a mãe, sempre empreendedora. Trouxe também a questão do trabalho em time entre as mulheres”, disse. Cybele reforça ainda a importância da parceria entre as mulheres. “Que saibamos jogar em várias posições, principalmente em um negócio pequeno”, expôs.

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Convidado a compartilhar sua experiência de vida ao lado de mulheres empreendedoras, Giovane contou sua trajetória de dedicação, disciplina e resiliência para dominar o jogo, competências que vão muito além das quadras. O ex-jogador falou sobre a mãe, que também é empreendedora nata. “Minha mãe é uma empreendedora desde que eu me entendo como gente. Ela, não por necessidade, mas também por isso, buscou seguir o seu caminho como empreendedora. Desde muito novo eu percebia e vi com que ela tinha essa inquietude. Ela não conseguia ficar em casa apenas cuidando dos quatro filhos. Eu tenho três irmãs, o que me fez conviver em um ambiente feminino durante toda a minha criação. E todas as mulheres da minha vida são empreendedoras. Minha mãe teve uma mercearia, depois começou a fazer marmita para vender, depois montou uma lanchonete, salão de cabeleireiro. Ela sempre teve o próprio dinheiro, sempre ajudou o meu pai e, com o seu suor e esforço, nutria nossas vontades supérfluas. Ela sempre nos deu o exemplo da luta e da inspiração”, contou.

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“Minhas irmãs, da mesma maneira. Saíram de casa cedo, uma para jogar vôlei, a outra para estudar e outra para empreender. Inclusive, minha irmã mais nova montou, durante a pandemia, um negócio de delivery de comida. A minha esposa trabalha todos os dias no escritório. Portanto, reafirmo, eu fui criado em um ambiente onde não existe distinção ou diferença entre homens e mulheres, existem pessoas que são felizes com o que fazem, que são inquietas, que querem produzir, não para competir, mas para buscar o seu espaço”, expôs.

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O ex-jogador finalizou sua fala emocionado e enaltecendo o papel das mulheres na sociedade. “As mulheres não devem ser comparadas aos homens. Elas são especiais, delicadas, e só o fato de serem mães já a colocam em uma posição muito acima de qualquer ser humano. Acredito que quando a mulher cria uma corrida de comparação com os homens, que são mais frágeis e limitados, elas se colocam em uma posição que não existe. Mulheres devem se comparar a seres iluminados, não aos homens”, finalizou. 

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Informações para a imprensa:

No Sebrae: Adriana Lima – (62) 3250-2236 / 2252 / 99456-2491

Na Ideorama Comunicação (Goiânia): Luiz Carlos Sarlo – (62) 99909-8818