
A nova reforma tributária, que começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027, já acende um alerta entre empresários de todo o país. Para orientar sobre as mudanças e explicar o que vem pela frente, o Sebrae Goiás realizou, em sua sede em Goiânia, uma oficina sobre a nova reforma tributária, na última terça-feira (17).
Durante o encontro, empresários e profissionais puderam entender, na prática, como as mudanças devem impactar a rotina das empresas, principalmente no que diz respeito ao pagamento de impostos e à organização financeira dos negócios.
O especialista Fernando Witkowski explicou que uma das principais alterações está na forma de recolhimento dos tributos, que deixa de ser posterior e passa a ser imediata. Segundo ele, essa mudança tende a afetar diretamente o fluxo de caixa, especialmente das pequenas empresas.
“Além disso, a reforma traz uma mudança de paradigma na tributação, com regras mais rígidas e maior fiscalização”, explicou. Ele disse ainda que empresas do setor de serviços, por exemplo, podem enfrentar aumento na carga tributária.

Outro ponto de atenção, segundo o especialista, é o cadastro correto de produtos e serviços. “Com o novo modelo, erros nessa etapa podem gerar pagamento indevido de impostos, causando prejuízos financeiros e também problemas fiscais”, comenta.
A mudança também altera o destino da arrecadação. “Hoje, o imposto fica no estado de origem da venda. Com a reforma, passará a ser destinado ao local de consumo, o que pode impactar estados em desenvolvimento”, avalia ele.

A analista de atendimento Rubya Karla, do Sebrae, destacou que a proposta das oficinas é justamente antecipar essas discussões e preparar os empresários. Segundo ela, o processo de transição será gradual, mas já exige atenção desde agora. “As oficinas são gratuitas e abertas ao público, com limite de participantes por turma. Novas edições estão previstas para os meses de abril e maio”, destacou.
Entre os participantes, a principal motivação é entender como se adaptar. A assistente administrativa Rose Cardoso buscou a oficina para compreender os impactos no regime de lucro presumido da empresa onde trabalha. “É um assunto que está preocupando as pessoas e não deixa de preocupar a gente também. Vim para entender um pouco mais”, afirmou.
Já o microempreendedor individual Vinícius Ferreira reforça a importância de se atualizar para evitar erros e manter o negócio regularizado. “Como MEI, preciso cuidar tanto da parte técnica quanto da administrativa. Estou buscando aprender para cometer menos erros e não ter problemas com impostos”, disse.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
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