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Representatividade feminina e novas competências para negócios foram temas trazidos pelo Sebrae

Para Betânia Tanune, novos líderes precisam ter visão de estadista e pandemia abre oportunidade para crescimento da participação das mulheres; Cultura do bem será uma das competências valorizadas
Por Aline Bouhid
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      Depois de ter discutido Lei Geral de Proteção Dados (LGPD), capital humano, negócios verdes e refletido sobre como o local é o novo normal das relações e negócios, na noite de ontem (11), foi a vez do Sebrae trazer para a pauta o papel da mulher neste momento de crise. “O momento atual é mais que uma crise sanitária e de saúde (…) é de crise antropológica. Afeta o ser, o jeito das pessoas viverem, de trabalharem. É quase uma crise existencial”, afirmou a psicóloga e professora Betania Tanure durante painel com tema “Women Power! O futuro é delas”, mediado pela analista do Sebrae Goiás, Elaine Maria de Moura.
       Para Elaine Moura, antes de tudo, é preciso acrescentar que o futuro é também delas. “Precisamos incluir. A base para uma sociedade mais equilibrada e com qualidade de vida é ser inclusiva”, refletiu Elaine. “Fico pensando se vamos sair melhores ou piores dessa crise e acho que isso vai depender mesmo de cada um”, afirmou Elaine ao analisar o futuro pós-pandemia. Otimista, Betania acredita que a crise abre espaço para que lideranças femininas surjam neste contexto. “Neste momento, o Brasil e o mundo pedem novos líderes. E, é preciso que eles tenham visão de estadista, cujo propósito seja dirigido ao bem comum”, comentou.
      Para Betânia, parte dessa crise de liderança vem da desarticulação das instituições. Por isso, ela acredita que a sociedade civil deve se unir para propor as transformações necessárias para a sociedade. Betania Tanure e Elaine Moura integram o Grupo Mulheres do Brasil que surgiu em 2013 com o objetivo de fomentar o empreendedorismo feminino e engajá-las na conquista de melhorias para o país. É um movimento suprapartidário fundado pela empresária Luiza Helena Trajano. “Faço convite para que todas aqui se juntem ao Grupo Mulheres do Brasil para que possamos transformar nossa sociedade”, disse. Para saber mais, o site é: www.grupomulheresdobrasil.org.br.
      Quanto às competências importantes neste momento, Betânia afirma que devem se fundamentar no tripé: equilíbrio emocional, produtividade e cultura do bem. Das três, de acordo com ela, as mulheres tem vantagem quando se pensa em equilíbrio emocional e cultura do bem. “Se a empreendedora equilibrar suas ações olhando para o bem comum o negócio vai prosperar”, explicou. Betania cita ainda pesquisa mostrando que no Brasil apenas 5% dos empresários são estadistas, aqueles que olham para além dos resultados de sua empresa e buscam o melhor para a sociedade.

      Quando perguntada sobre os fatores limitantes da atuação da mulher, Betania diz que é preciso olhar “o filme e a foto” da sociedade. De acordo com ela, no filme – no longo prazo- avançou a participação das mulheres nas organizações. Na foto, o ambiente das grandes empresas ainda é reduto masculino e temos muito a avançar na equidade entre homens e mulheres.
      Dados recentes indicam que 77% dos executivos brasileiros de nível estratégico são homens e 23% são mulheres. Menor é a proporção de mulheres, quanto mais alto é o cargo. Fora do núcleo empresarial isso também é um problema. Elaine nos mostra que mulheres ocupam apenas 13% dos cargos legislativos do País. Por isso, ela reforça o convite para que as mulheres se engajem em causas sociais e diz que em Goiás desde 2017 o Grupo Mulheres do Brasil está bem articulado.

Para escutar! 

Elaine contextualizou o assunto através de Podcast para o Sebrae Goiás. Acesse o link para ficar ainda mais por dentro do tema:

Podcast com Elaine Moura

Informações para a imprensa:

No Sebrae: Adriana Lima – (62) 3250-2236 / 2252 / 99456-2491

Na Ideorama Comunicação em Goiânia: Luiz Carlos Sarlo – (62) 9 9909-8818