Em Goiás, as empresas estão se mobilizando para ajudar as pessoas a passarem pela crise do novo coronavírus mantendo o mínimo de normalidade. Dentro deste cenário, o Sebrae Goiás acabou de criar o “Sebrae Responde”, um sistema adaptado para instruir e atender seus clientes por meio de lives no Instagram.
A primeira live foi nesta sexta-feira e teve a participação do analista do Sebrae Goiás, Athos Ribeiro, e do empreendedor e autor do livro “Empreendedorismo para Subversivos”, Facundo Guerra. Eles falaram sobre “Gestão de crise para os pequenos negócios: o que fazer e como fazer?”.
As lives devem ocorrer às segundas, quartas e sextas-feiras a partir das 16h, no Instagram.
Interação
Facundo é dono de oito empresas no setor de alimentos e bebidas, o mais afetado pelos decretos do governo. Ele disse que ficou em luto com a crise, mas que não entrou em pânico. “O que o pequeno e médio empreendedor deve evitar é o pânico. Ele tem que pensar nos próximos 90 dias, tentar ser consciente e racional, cuidar do caixa, pensar em alternativas, estudar, ler livros, se informar, utilizar o WhatsApp para vender e, principalmente, usar o seu dinheiro e consumo como um elemento político de fortalecimento. Se o pânico entrar, as decisões não vão estar alinhadas ou objetivadas”, explica.
Ele cita que uma das alternativas para o setor de restaurantes é vender “pela janela”. “O empreendedor pode se utilizar do termo norte americano take away, quando o cliente compra via telefone, busca no estabelecimento e consome em casa. Outra forma seria vender alimentos congelados”, afirma.
Para os lojistas, a estratégia seria utilizar o WhatsApp para vender. Facundo acredita que o empreendedor deve procurar seus clientes, individualmente, e enviá-los malas de roupas para que eles possam escolher em casa. Já os prestadores de serviço devem cobrar metade do valor e prestar o serviço via Skype, a exemplos de startups norte americanas.
Para o empresário, o cenário é positivo a longo prazo. “Uma pandemia, apesar de todas as dores e mortes que ela vai carregar consigo, vai durar, no máximo, seis meses. Há retorno positivo dentro de algum tempo”, diz. Mas finaliza afirmando que as relações de trabalho devem mudar. “É claro que não sairemos dessa da mesma maneira como entramos. As relações de trabalho irão mudar, a cultura irá, além das interações interpessoais”.
Sebrae Digital
Para ajudar os pequenos negócios neste momento, o Sebrae segue com diversas soluções digitais, como o Fale com o Especialista, além de conteúdos gratuitos disponíveis online e nas redes sociais Instagram e Facebook.
Para atendimentos, orientações empresariais e mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo telefone 0800 570 0800.
