Darcy Chaves viu no Sebraetec a possibilidade de melhoria de seu gado leiteiro e da qualidade de seu leite, através da transferência de embriões sexados de fêmeas obtidos por meio de fertilização in vitro (FIV), uma técnica utilizada para acelerar melhoramento genérico bovino, que lhe garantiu um aumento de 150% em sua produção de leite diária.
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Produtor leiteiro há mais de vinte anos, Darcy conta que enfrentou problemas com o desenvolvimento de sua atividade devido às dificuldades em obter prenhez de seus animais via inseminação artificial. Com isso produtor viu a diminuição da capacidade produtiva de seu rebanho e com aumento de animais fora da idade produtiva. Foi por meio de um prestador de serviços do Sebrae que encontrou, então, no Sebraetec, a oportunidade de implementar a FIV em seu rebanho.
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Por meio do programa de aprimoramento genético, o produtor rural realizou a substituição de seu gado por animais geneticamente superiores aos antigos. O trabalho iniciado em 2016, proporcionou a Darcy dobrar o tamanho de seu rebanho, de oitenta cabeças de gado para aproximadamente duzentas, sendo que a maioria dos animais nasceram na propriedade do produtor, além disso a melhora na qualidade do leite foi outro benefício obtido ao longo desse processo de melhoramento genético.
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Segundo documento publicado pela Embrapa, Pecuária de leite no Brasil, em 2016, além de proporcionar ao produtor o melhoramento genético do rebanho, o uso de fertilização in vitro na reprodução de bovinos leiteiros também representa um marco importante para o desenvolvimento da pecuária leiteira nacional, uma vez que garante melhora na produtividade e qualidade do leite. “Sem o Sebrae e sem o Sebraetec, talvez eu tivesse até abandonado a atividade”, declara Darcy, “O que mais me agradou [no programa] foi ver o nascimento das fêmeas e com excelente genética, além do trabalho do Sebrae que sempre está nos atendendo e cadastrando anualmente”.
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Antes do Sebraetec, segundo Darcy, a sua produção diária era, em média, de oitocentos litros de leite, contudo, graças ao programa de melhoramento genético, hoje o produtor rural obtém, diariamente, mil e duzentos litros. Contudo, a meta do produtor é a produção de mil e quinhentos litros diários, para que possa equilibrar os custos de produção com a receita obtida com a venda do leite.
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“Hoje a escala de produção tem que ser muita alta, pois não somos nós [produtores] que colocamos o preço, é a indústria. Nós vendemos o leite, mas não sabemos o preço, é a indústria que coloca o preço a cada mês, o valor hoje não cobre os custos, então nós temos que tirar cada vez mais para cobrir os custos”, conta Darcy.
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Esse é um dos maiores desafios enfrentados pelo pequeno produtor leiteiro atualmente, como declara Darcy, uma vez que a precificação do leite é realizada por laticínios e empresas do ramo sem a participação ativa do pequeno produtor rural, que sofre com esta oscilação, a receita obtida com a venda do leite por vezes não supre os custos necessários para a produção.
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“Tem reportagens especialistas em leite, como a própria Embrapa e outras, falam que o pequeno produtor leiteiro vai desaparecer, mas é um erro. Falam que o pequeno vai desaparecer, que ele não consegue se modernizar e, realmente, com pouco leite a renda dele é muito baixa e ele não consegue se modernizar. Se ele entrasse em um programa do Sebrae com outras assistências técnicas e em outras áreas da fazenda, ele conseguiria sobreviver, mas é um erro muito grande que está acontecendo. Um erro muito grande deixar o pequeno produtor desamparado no Brasil, hoje.”
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Para o produtor, faz-se necessário haver o diálogo entre a indústria leiteira e os produtores de leite, de modo que todos dentro desta cadeia produtiva saiam ganhando, tanto o pequeno produtor quanto os laticínios, consumidores e a sociedade em geral. Para que assim possa-se garantir ao produtor leiteiro o subsídio e segurança necessários para dar continuidade à sua atividade e aumentar a sua produção.
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Serviço:
Darcy Chaves
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