
Já imaginou receber apoio financeiro para desenvolver a própria startup ainda durante a faculdade? Essa é a proposta do Programa de Iniciação Tecnológica e Empreendedorismo Criativo (PBITEC/UniCIETEC), iniciativa da UniEvangélica (Universidade Evangélica de Goiás) que vem transformando ideias acadêmicas em soluções inovadoras com potencial de mercado. Na quinta-feira (21), cerca de 70 equipes participaram do Pitch Day realizado na Cidade Universitária, em Anápolis, no Centro-Leste do estado, na etapa decisiva do programa que selecionará os projetos classificados para o hackathon final.
“O objetivo é justamente criar oportunidades para que o aluno consiga desenvolver seu próprio produto tecnológico e sua startup ainda dentro da universidade”, explicou o coordenador da incubadora de startups da instituição, Matheus José de Carvalho. Segundo ele, o programa nasceu após estudos sobre ecossistemas de inovação nacionais e visitas técnicas a universidades referência em empreendedorismo no país.
Ao lado da universidade, o Sebrae Goiás aparece como um dos principais articuladores da iniciativa. “Nós participamos desde a fase de formação, oferecendo palestras sobre ideação, modelagem de negócios e construção de pitchs. Hoje estamos acompanhando mais de 60 equipes nessa etapa classificatória”, destacou o analista do Sebrae Goiás Ewerton Costa.
O clima no campus era de expectativa, celebração e entusiasmo. A programação contou com apresentações culturais, presença de autoridades e empresas parceiras da iniciativa. Também teve a participação da Orquestra de Violeiros de Anápolis, reforçando a integração entre inovação, cultura e desenvolvimento regional. Entre os convidados estava o secretário municipal de Cultura e Turismo de Anápolis, Rafael Pires Borges.

O Campus se transformou em um verdadeiro ecossistema de empreendedorismo. Estudantes de diferentes cursos circulavam entre os seis palcos temáticos preparados para as apresentações dos pitchs, divididos por áreas como tecnologia, saúde e agronegócio. Cada equipe teve poucos minutos para convencer os avaliadores sobre o potencial de suas soluções inovadoras.
O pró-reitor Sandro Dutra destacou que o crescimento do projeto só foi possível graças à aproximação entre universidade, empresas, instituições de pesquisa e órgãos de fomento. Segundo ele, o fortalecimento do programa passa diretamente pelo apoio de entidades como CNPq e Fapeg, além da participação ativa do setor produtivo.
“O empreendedorismo e a inovação tecnológica já são uma realidade dentro da universidade. Nosso sonho agora é ampliar ainda mais os centros de inovação, fortalecer pesquisas em inteligência artificial e consolidar novos polos tecnológicos dentro da instituição”, afirmou.

O reitor da UniEvangélica, Carlos Hassel Mendes da Silva, classificou o momento como histórico para a instituição. Durante o evento, ele ressaltou que a proposta representa a concretização de um projeto antigo: aproximar efetivamente academia, empresas e poder público. “Com empresas e poder público junto com universidade, finalmente a gente vê a tríplice hélice se tornar realidade”, destacou.
Ele pontuou ainda que o empreendedorismo precisa estar presente já nos primeiros meses da graduação: “Estamos construindo uma universidade voltada para ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo desde os primeiros períodos da graduação. Queremos que nossos estudantes desenvolvam soluções capazes de melhorar a qualidade de vida da população”.
Carlos Hassel também lembrou uma recente visita à China como inspiração para fortalecer o modelo de integração entre universidades e setor produtivo. Segundo ele, os investimentos em pesquisa aplicada e inovação tecnológica são fundamentais para transformar economias locais e gerar desenvolvimento social.
Estudantes, mercado e startups
Muito além de uma competição universitária, o Pitch Day funcionou como uma imersão prática no universo das startups e da inovação. As apresentações foram avaliadas por bancas externas compostas por empresários, representantes da indústria, especialistas do Sebrae Goiás e Senar e profissionais convidados do mercado.
A diversidade dos projetos chamou atenção dos avaliadores. Havia soluções voltadas à saúde, inteligência artificial, agronegócio, sustentabilidade, tecnologia educacional e automação. A proposta da organização foi justamente aproximar os estudantes de problemas reais do mercado.

Segundo Matheus José de Carvalho, os critérios de avaliação consideraram inovação, viabilidade, impacto social, modelo de negócio e potencial de mercado. “A participação de avaliadores externos garante uma análise mais técnica, prática e conectada com as necessidades reais do setor produtivo”, explicou.
Ao final desta etapa, apenas as equipes com melhor desempenho avançarão para o Hackathon, uma imersão empreendedora realizada durante um final de semana. Durante essa fase, os projetos passam por refinamento técnico e estratégico antes da definição dos vencedores. “Os integrantes das startups selecionadas receberão bolsas financiadas pela universidade durante um ano para desenvolver seus negócios”, destacou Matheus.
O analista Ewerton Costa explicou que a iniciativa já é considerada pioneira no estado por incentivar diretamente estudantes universitários a criarem startups e ativos tecnológicos ainda durante a graduação. Para o Sebrae Goiás, a proposta fortalece o ecossistema regional de inovação e coloca Anápolis em posição de destaque no cenário estadual.
Estande do Sebrae

Um dos espaços mais movimentados foi o estande do Sebrae Goiás. Durante todo o evento, centenas de acadêmicos passaram pelo local em busca de informações sobre empreendedorismo, programas de capacitação e oportunidades para jovens inovadores.
Entre eles estava o estudante de direito Gustavo Cândido, um dos cerca de 200 acadêmicos que visitaram o espaço ao longo da programação. A maior parte do público foi recepcionada pelo trainee Gabriel Silvestre, que aproveitou o momento para apresentar iniciativas voltadas ao empreendedorismo juvenil, com destaque para o Desafio GO! JOVEM.
A movimentação constante no estande reforçou o interesse crescente dos universitários pelo universo dos pequenos negócios, inovação e criação de startups. Além do atendimento aos estudantes, o Sebrae também participou ativamente das avaliações técnicas dos projetos.

Ewerton Costa integrou uma das bancas examinadoras do Palco 1, voltado para projetos da área da saúde. Segundo ele, a experiência permitiu acompanhar de perto o potencial criativo dos estudantes e identificar soluções com grande capacidade de transformação social. “O que mais chama atenção é a maturidade das ideias apresentadas. Muitos projetos já se encontram em fases iniciais de validação, em contato com clientes em potencial”, afirmou o analista do Sebrae.
O evento consolidou um movimento crescente de inovação e empreendedorismo dentro da educação superior, fortalecendo o protagonismo dos estudantes e ampliando as perspectivas de desenvolvimento regional.

Conheça o Desafio GO! JOVEM: www.sebraego.com.br/gojovem/
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106
Na Regional Centro-Leste | Anápolis: Agência Entremeios Comunicação / Leidiana Batista – (62) 9862-66155
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