
Escolher uma profissão, procurar o primeiro emprego ou transformar uma habilidade em fonte de renda: para adolescentes que se aproximam do fim do ensino médio, essas possibilidades vêm acompanhadas de perguntas. Estudantes do Colégio Estadual Rui Barbosa, de Campo Limpo de Goiás, encontraram espaço para discutir essas escolhas durante uma visita técnica ao Sebrae Goiás, em Anápolis, na terça-feira (27/10). A atividade aproximou os jovens da orientação para empreender e apresentou caminhos de formação para uma etapa decisiva da vida.
Foi a primeira visita de alunos da escola à Regional Centro-Leste da instituição. A programação começou com estudantes do 3º ano e prevê a participação de turmas do 2º ano na quinta-feira (29/10), pela manhã e à tarde. A proposta é complementar o aprendizado escolar com experiências e informações sobre o mundo do trabalho.

Empreendedorismo juvenil exige iniciativa e preparação
Na abertura da manhã, o gerente da Regional Centro-Leste do Sebrae Goiás, Sérgio Monturil, deu as boas-vindas aos estudantes e abordou o sonho de empreender presente entre os brasileiros. Também apresentou a instituição como parceira de quem deseja se preparar para desenvolver uma atividade própria.
O analista Lúcio Jablonski Junior, responsável pelo atendimento a Campo Limpo de Goiás, levou a própria trajetória para a conversa. Ao compartilhar experiências, tratou de formação, decisões e relacionamentos, mostrando como o contato com outras pessoas pode abrir oportunidades.
Uma das reflexões propostas foi identificar qual problema cada estudante consegue ajudar a resolver. A pergunta aproximou o empreendedorismo da vida cotidiana: observar necessidades e pensar em soluções pode ser o começo de uma ideia. Os benefícios e os desafios de empreender também fizeram parte da abordagem.
Entre os conselhos aos jovens, apareceram a importância de adquirir experiência e de construir relações ao longo do caminho. A palestra incentivou a iniciativa, inclusive antes da sensação de estar completamente preparado, associada à disposição para aprender. Para quem está escolhendo os próximos passos, a trajetória apresentada ofereceu uma referência sobre como decisões, formação e oportunidades se encontram. “Nesse primeiro momento não se preocupem tanto com remuneração, pois experiência conta”, pontuou.

Da sala de aula às possibilidades de empreender
A iniciativa nasceu de uma inquietação da professora Emília Rodrigues Vieira: como ajudar os estudantes a enxergar possibilidades profissionais que ultrapassassem as referências mais próximas? Professora de Matemática e de disciplinas eletivas de Empreendedorismo, ela buscou no Sebrae uma oportunidade de aproximar os conteúdos das aulas de outras experiências.
O projeto da eletiva é renovado a cada semestre. Neste período, o olhar se voltou para o futuro, com atenção aos diferentes interesses dos alunos. Há jovens de famílias que já possuem empreendimentos e outros que começam a considerar uma atividade própria. Alguns desejam construir trajetórias diferentes das seguidas por pais e avós.
“O principal objetivo, quando busquei as atividades do Sebrae, foi justamente fornecer acesso à formação, à capacitação e a caminhos para várias possibilidades”, explicou Emília.
A saída da escola tinha, portanto, uma intenção pedagógica que a de apresentar oportunidades de aprendizagem, comércio e serviços que nem sempre aparecem no cotidiano dos adolescentes. Para a professora, conhecer outras realidades ajuda a dar sentido ao que se estuda. A visita também ampliou sua percepção sobre as possibilidades de parceria entre a instituição e a comunidade escolar.

Artesanato aproxima estudante do universo dos pequenos negócios
Para Lara Maria da Silva Santos, de 17 anos, estudante do 3º ano do ensino médio, o empreendedorismo já tem uma expressão concreta: flores de cetim, cestas e presentes. A atividade artesanal faz parte de sua experiência antes mesmo da conclusão da educação básica e pode acompanhar seus próximos passos profissionais.
Ela já tinha alguma familiaridade com o tema por meio da família, mas conhecia pouco sobre os projetos e as diferentes frentes de atuação do Sebrae. Ao falar da visita, relacionou a dificuldade de acesso a orientações mais próximas ao fato de viver em uma cidade do interior.
“Gostei muito de conhecer mais sobre os projetos do Sebrae”, comentou a estudante.
O interesse pelo artesanato permanece, embora ela ainda esteja construindo seus planos. A possibilidade de voltar à instituição em busca de apoio passou a fazer parte desse horizonte. Entre o talento que já desenvolve e as decisões que virão, o contato com a orientação especializada acrescenta uma referência concreta.
Sua experiência mostra como a discussão sobre pequenos negócios pode começar com algo que o jovem já sabe fazer. No caso de Lara, o ponto de partida está no trabalho manual e no interesse pela arte.
Tecnologia e orientação ampliam o acesso ao conhecimento
A inteligência artificial entrou na conversa como parte das mudanças no trabalho e no empreendedorismo. Criar conteúdo, pesquisar, programar, automatizar tarefas e aprender mais rapidamente foram possibilidades abordadas durante o encontro. O tema se conectou à necessidade de reunir conhecimentos de diferentes áreas para lidar com os desafios de uma atividade.
Depois da palestra, a analista Rita Queiroz, responsável pelo Projeto Educação Empreendedora na Regional, conduziu os estudantes em uma visita pela unidade. Ao apresentar os espaços, explicou o papel do Sebrae e mostrou projetos e soluções disponíveis. A programação permitiu conhecer a instituição além do nome já familiar.

A coordenadora pedagógica Poliane Vieira de Castro também destacou o valor do acesso à informação. “Quando eu tinha meus 20 anos, não tive essa oportunidade”, relatou.
Sua avaliação aproxima duas gerações e reforça o sentido da experiência: oferecer aos adolescentes referências para aprender e fazer escolhas. Entre os retornos dos estudantes, uma participante resumiu a descoberta de possibilidades fora de seu campo de visão: “Foi bom porque furou a bolha”, compartilhou.
Parceria com a escola abre espaço para formação contínua
A primeira aproximação abriu diálogo sobre a continuidade das ações de educação empreendedora na escola. Emília identificou possibilidades de trabalhar com diferentes faixas etárias, incluindo crianças e adolescentes, e demonstrou interesse em projetos que acompanhem os estudantes ao longo da formação.
Entre os caminhos a discutir está o Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP), voltado ao ensino fundamental. Para o ensino médio, o portfólio do Sebrae Goiás inclui oficinas de projeto de vida, relações humanas e comunicação e marketing. A aproximação cria espaço para avaliar quais soluções podem integrar o planejamento pedagógico da escola.
Em Campo Limpo de Goiás, o resultado imediato aparece no acesso à orientação e na abertura de novas perspectivas. A continuidade dessa aproximação pode ajudar jovens a desenvolver projetos, participar dos negócios das famílias e reconhecer oportunidades no comércio, nos serviços e no agronegócio. Para Lara e seus colegas, conhecer onde buscar apoio acrescenta uma possibilidade ao futuro que começam a desenhar.
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106
Na Regional Centro-Leste | Anápolis: Agência Entremeios Comunicação / Leidiana Batista – (62) 9862-66155
Acesse aqui o Site do Sebrae Goiás.
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